Agora: o “Dieselcredo”

by on 30 Janeiro, 2019 in Frotas

Agora: o “Dieselcredo”

Os motores diesel são cada vez mais os feios, sujos e malvados. Os motores diesel dos automóveis, claro. Abordámos este tema no nosso 2º evento Revista Aberta, em outubro de 2017, onde divulgamos, por exemplo, que um navio de cruzeiro médio (cerca de 3000 pessoas) polui por dia o equivalente a 11 milhões de automóveis. Isto são dados com suporte científico, não meras opiniões lançadas ao ar.

No nosso 5º evento Revista Aberta, em outubro de 2018, tivemos oradores dos fabricantes de peças e componentes automóveis – Delphi, JDEUS (Denso) e Exide Technologies – bem como Hélder Pedro, secretário-geral da ACAP. Todos demonstraram estudos internos e externos (científicos!), onde revelam que o diesel não é tão poluente como se tem preconizado. Mais do que isso, divulgaram os investimentos em novas tecnologias para motores a diesel, numa clara afirmação de que esses motores têm muito futuro na Europa, em conjunto com outras tipologias de motorização.

Matos Fernandes, Ministro do Ambiente, recentemente declarou não só a “morte” aos carros diesel, mas como a todo o mercado que opera com esses automóveis. Foi mais longe e vaticinou uma data: daqui a 4 ou 5 anos. Mas um homem não dita o mercado. Se é verdade que as decisões do governo têm sérios impactos no mercado, também é verdade que nada de concreto foi apresentado para justificar tal afirmação do Ministro, tal como um novo programa de incentivo ao abate de veículos antigos, a dedução em sede de IVA da gasolina para as frotas, entre outros.

Sem bases científicas ou profissionais que indiquem o fim do diesel nos automóveis, quer se criar uma crença de que o diesel irá acabar. Uma espécie de Dieselcredo, nos dois sentidos da palavra. Credo, no sentido de se incentivar a repulsa e desagrado pelo diesel, e por outro lado, Credo no sentido de se crer (credo – creio), numa doutrina baseada unicamente na crença coletiva, contra o diesel.

Depois do Dieselgate, temos agora o Dieselcredo, onde se quer fazer acreditar que o diesel é o pior de todos os males. Na Revista Automotive iremos continuar a basear-nos em estatísticas, estudos, debates, conferências, eventos e, sobretudo, na experiência dos profissionais do setor automóvel que fundamentam as suas afirmações. Quanto ao Sr. Ministro, o mais provável é que o seu mandato acabe antes mesmo do mercado do diesel desaparecer em Portugal.

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