Audi A4 Avant – sentido executivo, progressivo e dinâmico

by on 27 Novembro, 2017 in Ensaios / Assessment

Audi A4 Avant – sentido executivo, progressivo e dinâmico

Para realizar o assessment do Audi A4 Avant 2.0 TDI 190cv Stronic, convidámos José Botelho, diretor comercial da Assivepe.

“A primeira coisa que reparei é que não parece um A4 mas sim um A5. O novo A4 está mais atrativo, mais desportivo, com um ar mais enérgico. Se o que estiver debaixo do capô fizer jus a este visual, então temos uma excelente conjugação entre estética e dinâmica. Mas antes de verificar a dinâmica, gosto de ver os pormenores.

Olho os detalhes em tudo, porque as grandes diferenças estão nos detalhes. Este carro conjuga a parte desportiva com o luxo. É atrativo na estética exterior, e no interior é luxuoso, nota-se um requinte nos materiais e um esmero nos acabamentos. Esta conjugação agrada-me. Mesmo em termos de interior parece que é maior do que o anterior A4. Talvez seja pelo novo tablier, tem uma grelha mais transversal e por isso dê ideia de ser maior. O espaço de bagageira está dentro do que esperava para a versão Avant, e agrada-me a abertura/fecho automático do porta bagagens.

Preparativos para a condução Ao manobrar no estacionamento, as quatro câmaras de filmar dão a sensação que tenho um helicóptero em cima a filmar, proporcionando uma visão 360 do local, para além dos sensores de estacionamento.  É impressionante a nitidez das imagens. Enquanto estamos a manobrar é possível escolher exclusivamente uma câmara, que a imagem dela aparece em destaque no ecrã central. Por exemplo, se precisarmos de contornar algum obstáculo específico à frente.

Percebi que tem um radar na traseira e nas laterais, porque quando estou estacionado avisa quando vem um carro ou peão a passar. Facilita a saída do estacionamento em marcha atrás e evita também que a porta seja aberta, quando está um carro a passar. É ótimo, principalmente em cidade, porque na correria do dia-a-dia por vezes não damos tanta atenção a essas coisas e pode acontecer um acidente. Mas mesmo que estejamos com atenção, há situações onde é difícil de se ver os outros carros.  Todos os sensores e radares estão constantemente a monitorizar o que está à volta – é como se este o carro tivesse uma consciência do ambiente que o circunda.

No controlo

Passando para o volante, este parece o cérebro do carro. É possível através dele controlar quase tudo neste A4. Requer alguma habituação à quantidade e variedade de tipologia dos botões, mas depois torna-se extremamente intuitivo e seguro: evita desatenções à estrada.  O ar condicionado tri-zona adequa o ar no interior e climatiza de forma harmoniosa.

Rejo-me por objetivos. Antes de me fazer à estrada, tenho de saber para onde vou e assim já testo o sistema de navegação. É muito diferente a forma de introdução de moradas no sistema de navegação. Basta “desenharmos” com o dedo as letras no topo do botão rotativo e a morada vai aparecendo no ecrã. Este método parece complicado ao explicar, mas na prática funciona facilmente. É cativante pela criatividade.

A atividade comercial implica também em passar muitas horas ao telefone, e nesse aspeto valorizo duas coisas num carro: a qualidade do som da chamada e a facilidade de aceder aos menus do telefone. Pelo teste que fiz, o som da chamada é bom e as falhas na rede são poucas porque na consola tem espaço para colocar o telemóvel e aumentar a força da rede. Ao conectar o telemóvel ele replica as funções para o carro e dá-nos a possibilidade de torna-lo num hotspot.

Mesmo com Bluetooth, temos sempre a tendência de olhar o ecrã do telemóvel para ver quem nos está a telefonar. Aquando de uma chamada, este sistema não só identifica o nome da pessoa no ecrã central do carro, como também aparece a mesma informação no painel de instrumentos, inclusive com a foto de perfil das redes sociais do remetente da chamada.

Em condução

Podemos escolher os padrões de condução tanto nos menus do carro, como ao premir o botão físico no tablier.  A quantidade de tecnologia de ajudas à condução que tem, faz com que a tarefa de conduzir seja confortável, mas não retira a boa sensação de condução típica dos carros da marca Audi.

Gosto de conduzir, de sentir a dinâmica da estrada no volante e este A4 é capaz de proporcionar esses bons momentos de condução. Faço cerca de 100.000 km/ano e por isso preciso de um carro estradista, mas que não seja enfadonho. Com tantos quilómetros que percorro, se não tiver algo que me motive na estrada, as viagens tornam-se aborrecidas.

Foi surpreendente sentir neste carro uma tecnologia que só conhecia nos pesados, o chamado “ecoroll”. Ao circularmos em modo “eco”, assim que tiramos o pé do acelerador, o carro embreia, ficando desengatado, mas em modo de segurança. Ou seja, se ele deteta que estamos numa descida, volta a desembraiar e engata. Poupa combustível ao aproveitar a inercia. É uma coisa que parece simples, mas em termos tecnológicos exige uma complexidade de sistemas a trabalharem em conjunto.

Consumos e prestações

O consumo instantâneo é mostrado sob a forma de gráfico dinâmico, e quando entra em modo “ecoroll” o display mostra que estamos a carregar a bateria. É como um diretor, como eu, que quando não está dinamizar o negócio, está a “carregar baterias”…em andamento! O consumo está em 5,9 lts/100km em ambiente misto, o que é prometedor.

Temos cinco modos de condução à escolha, mas diria que o “eco” e o “dinâmico” para mim chegam. No modo “dinâmico” a reação de todo o carro torna-se (…)

Leia o artigo completo na edição impressa da Revista Automotive

 

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