Bosch Car Service – uma rede global consolidada em Portugal

by on 2 Julho, 2018 in Pós-Venda

Bosch Car Service – uma rede global consolidada em Portugal

Em 1921 a primeira Bosch Car Service abria as suas portas em Hamburgo, Alemanha, dando início a uma rede de manutenção e reparação multimarca.

Em Portugal, a Bosch Car Service tem à frente Raquel Marinho, uma profissional que completa 17 anos de “casa” na Bosch. A Automotive entrevistou-a na sede da Bosch Portugal, a propósito da sua carreira, e também sobre temas como a evolução da rede e o estado da arte das oficinas independentes em Portugal.

Tendo em conta que está a liderar a rede Bosch Car Service desde o início da sua expansão em Portugal, agora 17 anos depois, qual é o balanço que faz da evolução da rede?

“Fomos das primeiras marcas a propor às oficinas independentes a possibilidade de integrar um conceito de oficinas e representar uma marca de manutenção e reparação multimarca. Nessa altura, o mercado de manutenção e reparação automóvel estava muito repartido entre mono e multimarca e as oficinas estavam orientadas para um serviço mais especializado, ora na área mecânica, ora elétrica, ora diesel, ora pneus, ora escapes.

A equipa da Bosch que esteve no terreno, e que acompanhei sempre de perto, teve um esforço e mérito enormes na transmissão de um novo paradigma de negócio às empresas. As oficinas não estavam ainda familiarizadas com estes – na altura – novos conceitos multimarca e multisserviço. Apresentavam resistência ante a necessidade de abdicar das suas imagens próprias para adotar uma imagem corporativa padronizada.

De certa forma sentiam que perdiam a sua identidade. Estavam pouco recetivas a mostrar a forma como trabalhavam e para adotar novas formas de trabalho. Sentimos, de todas as formas a resistência à mudança que é sempre natural quando surge algo novo e que, neste caso, implicava um esforço no sentido de mudar velhos e enraizados hábitos.

Mas, no meio de toda esta resistência, também encontrámos parceiros com uma boa visão de futuro e que, sobretudo, já conheciam e confiavam na nossa marca, e rapidamente decidiam seguir aquilo que lhes apresentávamos como uma tendência futura, sem nunca duvidar e, recordo-me bem, com um enorme entusiamo por serem os primeiros determinados a fazer bem. Foi muito positivo sentir esse apoio na fase inicial em que o conceito ainda só estava nos papéis. Foi com esses parceiros iniciais, que confiaram em nós, que o plano da maior rede multimarca do país sai do papel e se começa a tornar uma realidade.

Desde o início, foi sempre constante o crescimento do número de parceiros por todo o país. Hoje, 17 anos depois, já estamos todos a viver a experiência de uma rede consolidada e de referência no mercado. Atualmente, os desafios são outros. Estamos a preparar-nos para entrar na era da revolução digital, o que implica para todos a necessidade de estarmos abertos à novidade, a pensar e a fazer diferente, nomeadamente no uso das tecnologias disponíveis como fatores decisivos de sucesso para as organizações”.

Continua a ser decisivo para uma oficina pertencer a uma rede?

“O que é decisivo é conseguir servir o cliente com a qualidade que ele deseja a um preço que ele aceite pagar. É ser conhecido e reconhecido pelos clientes; ter um fornecimento de peças global e eficiente que permita à oficina cumprir o compromisso da data de entrega da viatura; ter uma equipa técnica formada e qualificada nos mais diversificados domínios da tecnologia automóvel; e ser organizado e conseguir gerir os recursos da empresa.

Ou seja, são várias as vertentes que uma oficina tem de gerir e dominar para ter sucesso hoje em dia e, sem dúvida, que pertencer a uma rede forte e competente pode fazer toda a diferença na medida em que pode proporcionar a uma oficina um suporte multi disciplinar que lhe permita atingir uma boa performance aos mais diversos níveis e manter-se competitiva. Uma oficina que tenha de enfrentar todos os desafios que se colocam ao negócio de forma isolada terá certamente muito mais dificuldades e limitações”.

Como se gere uma rede ampla e dispersa geograficamente?

“A rede Bosch Car Service sempre foi uma rede global, presente na cidade e na aldeia, na praia e na montanha. E, por isso, sempre encarámos com naturalidade a diversidade de enquadramentos socioculturais de cada região.

Para nós é importante estar perto do automobilista, onde quer que este se encontre. A partir daí, gerimos os nossos recursos para corresponder às necessidades de cada parceiro local e estamos sempre disponíveis para avaliar a necessidade de particularizar, desde que não se comprometam os princípios da marca. Como em tudo, é preciso equilíbrio.

Para dar o suporte local à rede, contamos com um conjunto de distribuidores globais que asseguram o fornecimento de peças às oficinas e de uma equipa de consultores que, localmente, estão presentes e próximos para apoiar as oficinas. Disponibilizamos uma formação contínua, sempre que seja viável, deslocalizada do nosso centro de formação em Lisboa, exatamente para minimizar a dificuldade das oficinas mais distantes.

Outro aspeto importante é que promovemos que a nossa rede eleja, a cada dois anos, até 4 representantes regionais com quem, a nível central, trabalhamos de forma muito estreita no que diz respeito às atividades desenvolvidas pela marca. Desta forma, todas as regiões estão representadas com uma voz ativa, permitindo uma comunicação constante e bilateral entre os parceiros e a rede. Paralelamente, colaboramos com parceiros capazes de dar resposta às solicitações globais da rede a nível nacional”.

Quais as perspetivas e novidades da rede Bosch Car Service em Portugal, para 2018?

“A perspetiva é continuar a trabalhar de forma determinada para fazer a revolução digital acontecer também no seio da nossa rede. Estamos, presentemente, a desenvolver esse trabalho nos bastidores. Não é algo que já se possa ver, mas  (…)”

Leia o artigo completo na edição impressa da Revista Automotive

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