Citroën C4 Cactus agora mais seguro no terreno das frotas

by on 13 Julho, 2018 in Ensaios / Assessment

Citroën C4 Cactus agora mais seguro no terreno das frotas

O C4 Cactus, sucessor dos modelos C4 e Cactus da Citroën, consegue agora reunir argumentos importantes para entrar de forma segura nas frotas.

O novo Citroën C4 Cactus marca uma etapa decisiva no programa denominado Citroen Advanced Comfort, ao inaugurar as suspensões Progressive Hydraulic Cushions (batentes hidráulicos progressivos) e os assentos Advanced Comfort. Com isso visa disponibilizar um conforto de condução sem precedente, muito ao estilo da marca Citroën.

Para realizar o assessment deste modelo recentemente lançado no mercado nacional, convidámos Luis Madeira, diretor do departamento financeiro e responsável pelas compras e gestão de frota da empresa ESEGUR, que nos conta as suas impressões desta viatura e as suas potencialidades para o mercado empresarial, bem como das novidades na gestão da frota:

“Achei interessante o convite para o assessment de um Citroën, porque a primeira entrevista da ESEGUR para a Automotive foi justamente aquando de uma grande renovação de frota com modelos da Citroën. Desde então, já se passaram dois anos e meio e estamos satisfeitos com a escolha que fizemos.

Relativamente à gestão da frota temos várias novidades, mas gostaria de realçar que conseguimos atingir um marco em termos de segurança. Em 2005 tínhamos cerca de 11 sinistros/mês e em 2017 reduzimos para 3,5 sinistros/mês. Uma política vocacionada para a sensibilização dos condutores e um investimento, tanto em formação, como em viaturas mais seguras, permitiu evoluirmos positivamente neste indicador.

Não o fizemos numa perspetiva penalizadora mas sim de sensibilização, pois, muitas vezes, os condutores não estão despertos para determinados comportamentos em que podem ajudar em mais do que aquilo que imaginam. Este facto refletiu-se também numa redução significativa do tempo de imobilização das viaturas. E, por falar em imobilização, este C4 Cactus parado em frente à ESEGUR, precisa de ser testado de forma dinâmica.

Primeiras impressões

Aquilo que é mais evidente neste carro, num primeiro olhar, é a sua estética. É mais harmoniosa do que o anterior Cactus, pelo que ficará bem, à frente de qualquer empresa. Ao explorar o seu interior, noto que dispõe de bancos diferentes e de um tablier minimalista. O interior das portas também é característico e tanto em termos de espaço interior como de bagageira o carro está bem construído, privilegiando a praticidade e a funcionalidade.

Logo nos primeiros quilómetros de condução, percebe-se que é um modelo mais orientado para o conforto, com estes bancos mais cómodos e com uma suspensão que suaviza as irregularidades do piso em cidade. No entanto, o conforto destas suspensões não implica numa perda de capacidade dinâmica. O C4 Cactus consegue um bom compromisso entre conforto e prestações. É um carro em que nos sentimos bem à vontade para realizar deslocações longas.

Em condução

Interessante a coincidência de encontrarmos na estrada (foto), logo no início deste assessment, o Citroën C4 Cactus, a geração “anterior” deste C4 Cactus. Percebe-se que o C4 Cactus manteve algumas linhas do seu predecessor como a traseira e a frente, mas também assimilou o que de bom tinha o C4. Considero que o C4 Cactus era um carro demasiado arrojado, com uma estética distinta e pouco consensual, embora inovadora dentro da marca. Do lado oposto havia o modelo C4, um carro que por ser tão discreto, passava despercebido. Assim, considerando que o novo C4 Cactus faz uma junção do que melhor existia naqueles dois modelos, o resultado é um veículo com linhas atuais e mais adaptado ao mercado das frotas.

Gosto de carros altos tipo SUV. Prefiro ter uma visão mais abrangente da estrada e uma posição de condução elevada, o que no dia-a-dia da condução, permite-nos uma melhor visão de campo e reações mais precisas. O novo C4 Cactus está bem nesse domínio. Destaque também para a insonorização, que é muito boa. Mesmo em velocidades de autoestrada, o carro absorve bem os ruídos da estrada, oferecendo-nos um conforto adicional.

Tecnologia

Pelo que pude verificar, o Citroën C4 Cactus disponibiliza até 12 sistemas de ajuda à condução. Todos são essenciais e importantes para utilização nas frotas, mas um ponto a melhorar seria o alerta de mudança de faixa de rodagem. Tem um som relativamente baixo. É um alerta importante no caso de um condutor estar ao volante várias horas e começar a desviar da sua trajetória, por falta de atenção. O alerta sonoro deve ser mais evidente. Em todo o caso, funciona e cumpre a sua função.

Este interior minimalista consegue conquistar-nos. Com a escalada tecnológica atual, a certa altura as pessoas começam a ficar um bocadinho cansadas de ter uma panóplia de informação nos carros, que não serve verdadeiramente para nada. Com tantos botões no tablier e tanta informação fornecida pelo carro, o que realmente precisamos? As vezes é preciso cingir-se ao essencial: velocidade, combustível e os km’s totais. Nas frotas, são parâmetros essenciais.

Naturalmente, se quisemos observar os dados relativos aos consumos, conseguimos obter esta e outras informações através do ecrã central com função touchscreeen. A informação é de fácil acesso, pois não somos “bombardeados” com tantos dados irrelevantes. A atenção do condutor fica onde deve ficar – na estrada e no desfrutar da condução, com as mãos bem agarradas ao volante.

Consumos e reparações

Pelo que pude verificar, este carro fez no percurso misto que realizei, 6.1litros/100km o que está dentro das minhas expectativas para este segmento e tipo de motorização. Em termos de consumo, e tendo em conta a sua utilização numa frota, devemos estar sempre atentos. O custo de utilização de uma viatura numa empresa também deve ter em conta os consumos, a médio e a longo prazo. Para além da poupança, também devemos ter sempre em atenção a questão ambiental. Menos consumos, mais eficiência, menos emissões.

Na ESEGUR, fruto da renovação de viaturas, de uma otimização de instalações e rotas, bem como da política de conscientização que já referi, reduzimos o consumo de combustível da nossa frota – 1,2 milhões de euros e 1,4 milhões de litros/ano. Outra grande redução foi nos custos de conservação e reparação das viaturas, onde temos vindo a baixar gradualmente ao longo dos anos. Só para se ter uma noção, de 2016 para 2017 reduzimos os custos neste item em 13%. O nosso enfoque é nas pequenas reparações, ar condicionado e pneus, onde temos vindo a conseguir reduções significativas (na ordem dos 150.000 euros).

Nas viaturas de uso permanente, e de modo a promover a responsabilização dos utilizadores em relação a cada veículo, tem-se vindo a incentivar a política de locação do carro – sempre que possível – a apenas um colaborador do início ao fim do contrato.

Este C4 Cactus, por ter a toda à volta da carroceria proteções de plástico, poderá permitir uma redução nos custos de recondicionamento no fim dos contratos, o que é positivo. Temos uma frota de 130 viaturas blindadas adquiridas através de leasing e que fazem parte do património da ESEGUR, e de 110 viaturas não blindadas que são adquiridas através do aluguer operacional. Nesse sentido, outro foco da gestão de frota tem sido reduzir os custos de recondicionamento no fim dos contratos. Se as características de uma determinada viatura ajudar neste âmbito, os nossos custos baixam, e a empresa ganha.

Consideramos os fabricantes de automóveis como nossos parceiros, que têm produtos com elevados padrões de qualidade e fiabilidade, valores que são muito importantes para a ESEGUR. A cobertura total do território nacional pela ESEGUR implica termos marcas com a disponibilização de uma boa rede de concessionários, e em particular um atendimento personalizado através de interlocutores fixos definidos que permitem uma abordagem estruturada. Neste ponto, a Citroën tem conseguido estar à altura das solicitações, visto que dispõe de uma rede de concessionários e reparadores autorizados para assistência das mais completas em Portugal.

Renovações e opções

Quando verificamos que uns lotes de viaturas estão para terminar o contrato, realizamos um concurso. Por regra, optamos por aquele modelo que apresentar um melhor custo total de utilização. O valor residual, em conjunto com o desconto inicial do fabricante, tem também uma preponderância na nossa tomada de decisão.

O C4 Cactus poderia entrar no âmbito das viaturas que temos para os quadros intermédios, para a nossa equipa comercial e para os técnicos. É um carro que gostei de conduzir, e que parece uma boa escolha para os colaboradores que têm uma componente de utilização de viatura para uso total e que permita explorar as potencialidades deste modelo.

Neste assessment, promovido pela Automotive, fiz um percurso em terra-batida e o carro mostrou-se bastante confortável. O C4 Cactus não é um modelo meramente operacional, tem certas características que o distinguem e que poderão agradar os utilizadores no seu período de trabalho e de lazer. Tem um ar jovem, é robusto, prático, funcional e seguro. Fatores que são difíceis de se reunir num mesmo modelo deste segmento.

Na ESEGUR temos – a preocupação de não olhar para o custo da viatura stricto sensu – mas também do ponto de vista do utilizador. Muitas vezes testamos as viaturas que tencionamos adquirir e convidamos os colaboradores que vão ter os contratos das viaturas a terminar, para testarem os modelos, inclusive, durante o fim-de-semana. Assim podem verificar em pleno se as viaturas se enquadram nas suas preferências. Visto que os colaboradores têm plafonds de renda mensal para a viatura, existem opções de modelos que podem escolher dentro do plafond. Sempre que possível damos liberdade, para ir de encontro aos interesses e necessidades dos colaboradores, mas também conferimos uma responsabilização a essa liberdade. Daí a redução nos consumos e sinistros.

Conclusões

Este C4 Cactus dirige-se a um utilizador profissional que quer estar despreocupado com as coisas acessórias. É um carro para nos servir, e não para nós servirmos ao carro. Depois, o gestor de frota poderá agregar as informações essenciais dos veículos, deixando os profissionais que os conduzem concentrados na condução e na execução do seu trabalho.

Naturalmente que existem condutores que gostam de ter bastante informação do seu veículo. A grande vantagem é que neste segmento existe uma oferta variada de modelos que se adaptam à diversidade de condutores e empresas. O que não podemos é ter um único produto para todos, e este C4 Cactus vem romper um pouco com uma tendência de estandardização do mercado. Propõe um carro diferente, indo de encontro a vontades que provavelmente não estão expressas.

O colaborador pode ter esta noção intuitivamente, mas não a explicita. Ou seja, depois de testarmos o C4 Cactus verificamos que ele corresponde no essencial aquilo que queremos. Daí que seja importante testar os carros, para verificarmos na prática se se vão de encontro ao que pretendemos. Não tinha qualquer ideia formada sobre este modelo, o assessment foi importante para ter um contacto mais próximo com este Citroën e fiquei agradado.

Por fim, de referir que em termos organizacionais existe cada vez mais uma preocupação ambiental, mas a verdade é que dentro do aluguer operacional ainda temos muita dificuldade em conseguir condições adequadas para viaturas hibridas ou elétricas. No utilizador individual urbano estamos a ver uma maior adesão a essa tipologia de viaturas, mas no âmbito das frotas, os motores a 100% a combustão e nomeadamente os diesel, ainda têm um espaço muito bem definido.

Temos algumas viaturas híbridas na frota, mas com penalização do utilizador na redução do segmento da viatura face ao seu plafond. Estamos a dar passos consistentes nesse sentido mas não podemos ignorar o que é essencial na gestão de uma frota”, conclui Luís Madeira.

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