Classe E All-Terrain – na hora de diferenciar

by on 15 Janeiro, 2018 in Ensaios / Assessment

Classe E All-Terrain – na hora de diferenciar

O Mercedes-Benz Classe E All-Terrain pretende elevar os patamares de uma marca premium

Para este assessment onde o requinte é o objetivo principal; nada melhor do que recorrer a especialistas: a empresa David Rosas é uma referência no setor, nomeadamente joalharia e relojoaria de luxo. A empresa David Rosas foi fundada em 1984, cujas bases remontam a 1860 com Mateus dos Santos Rosas (bisavô de David Rosas), que inicia-se no ramo da ourivesaria com uma pequena oficina.

Convidámos Manuel Barbot Seabra, marketing manager da David Rosas, para realizar o assessment do Classe E All-Terrain. Depois de conduzir a viatura, recebe-nos na loja da David Rosas na Avenida da Boavista, no Porto, onde conta-nos um pouco mais da empresa e descreve a sua avaliação do carro.

É o primeiro assessment para uma revista automóvel?

Sim. Considerei interessante o convite da Automotive para fazer a avaliação de uma viatura, principalmente de um modelo que se inicia no padrão da David Rosas. Esta versão do E Allterrain custa cerca de 84.000 euros – facilmente um relógio do nosso portfólio chega a esse valor.

Na David Rosas além de diversas marcas de alta gama (como a Rolex, entre outras) somos os únicos representantes em Portugal da marca de relógios mais exclusiva do mundo: a Patek Philippe. São relógios que atingem valores que mais nenhuma outra marca consegue. Temos relógios, por exemplo, acima de um milhão de euros. Daí também a exclusividade dos nossos clientes.

Esta foi a primeira loja da David Rosas, focamo-nos na comercialização de relógios de luxo e nas joias de marca própria. Neste momento temos 6 lojas, todas elas próprias: duas no Porto, duas em Lisboa, Funchal e Quinta do Lago (Algarve). Poderemos ter em breve novidades neste âmbito.

Qual a tipologia dos vossos clientes?

Os clientes da David Rosas são de classe alta. Temos uma clientela mais masculina nos relógios e mais feminina nas joias, mas com frequência temos compradoras de relógios e compradores de joias; seja para oferta ou para uso próprio.

Considera aplicável o slogan “nunca somos donos de um relógio Patek Philippe. Apenas o guardamos para a geração seguinte”?

Sem dúvida. Temos uma clientela muito fidelizada à marca que referiu, mas também às outras marcas que comercializamos. O cliente gosta de criar relações e isso passa dos pais para os filhos, de geração em geração.

São fiéis porque além de produtos de excelência, encontram nas nossas lojas um atendimento totalmente diferenciado, num espaço onde se sentem realmente bem acolhidos. Esta proximidade do cliente permite um diálogo interessante. O cliente gosta de estar a par das novidades, gosta de trocar ideias connosco, porque muitos são profundos conhecedores daquilo que utilizam.

Existe algum paralelismo entre o mundo empresarial e os relógios de luxo?

Apesar das vendas serem a particulares, a grande maioria dos nossos clientes está no ativo. São administradores ou diretores de topo de empresas, profissionais liberais, todos de classe alta que procuram qualidade, distinção e exclusividade. Por isso diria que sim, existe uma certa relação entre executivos de topo e a alta relojoaria.

Já tinha conduzido o Classe E All-Terrain?

Conhecia a carrinha na versão anterior. Nota-se uma grande diferença em termos de tecnologia introduzida. Não conhecia esta versão All-Terrain. Em termos estéticos fica bem, tem um aspeto mais aventureiro e desportivo do que a versão clássica da carrinha. O facto de ser All-Terrain torna carro mais polivalente na sua utilização.

Este design agrada-lhe?

Tem simplicidade nas linhas, não chama demasiado a atenção. Mantém a elegância e evoluiu em termos de imagem. O design desta nova geração torna-o mais compacto do que é na realidade, porque depois, no interior, descobrimos que é bem espaçoso.

Ainda no interior, tem uma primazia nos acabamentos. Gosto da utilização da madeira não envernizada, pois proporciona um toque agradável, genuíno. Outro pormenor agradável é o relógio analógico no tablier, aliás, foi a primeira coisa que reparei quando entrei no carro.

O que mais valoriza num automóvel?

O carro é um objeto de trabalho. Nesse âmbito, valorizo o conforto, os consumos e o espaço interior. Em termos de utilização faço mais percursos citadinos, por isso a caixa automática é para mim essencial. Além disso, valorizo toda a envolvência da condução.

Por exemplo, neste modelo All-Terrain estava a conduzi-lo há 10 minutos e senti-me adaptado como se o conduzisse há 6 meses. Tem uma envolvência muito boa, agrada e a qualidade de construção é notável. O ambiente a bordo é convidativo. Além do sistema de som Burmester, destaco o contraste da madeira com a pele clara, que confere luxo. Gostei dos bancos e do seu comando, são ergonómicos, adaptáveis e facilmente ajustáveis em todos os ângulos.

Além da envolvência, gosta da sensação de condução deste modelo?

Trabalhei durante muitos anos na área automóvel – para uma marca Alemã – onde se faziam muitos testes com carros superdesportivos. Conheço bem as sensações de uma condução puramente desportiva. Este motor 220 diesel não é o topo em termos de potência, mas tem força quanto baste para uma viatura deste segmento.

Ao colocar o carro em “modo sport” só senti a diferença no ruído do motor, em termos de dinâmica do carro não notei grande diferença para o “modo confort”, por exemplo. Em curvas mais rápidas senti o carro a adornar: é, portanto, um modelo que privilegia muito mais o conforto e o lazer do que uma condução mais desportiva. A suspensão pneumática absorve bem as irregularidades dos pisos.

Podemos encontrar traços comuns entre a David Rosas e a Mercedes-Benz?

Temos boas relações com diversas marcas automóveis premium, já realizamos ações conjuntas e por isso traçar algum paralelo com a Mercedes-Benz seria indelicado para com as outras marcas.

Em todo o caso, diria que no patamar deste Classe E, os clientes estão a comprar um produto de qualidade, cuja imagem acompanha. Ou seja, o cliente não se importa de pagar mais para ter qualidade, típica dos modelos superiores da Mercedes-Benz. A panóplia tecnológica que este modelo traz, também é uma mais-valia.

Em que sentido considera a tecnologia uma mais-valia?

O fato de o painel ser um ecrã digital único, rompe com a imagem tradicional da Mercedes-Benz. Torna o tablier mais interativo, personalizável, uniforme e harmonioso.

Além do grafismo cuidado, a mais-valia de ser digital é: posso modificar os modos de visualização do painel de instrumentos, ajustar ao meu gosto, ocasião, variar e alterar sempre que quiser. Não nos confina numa formatação sempre igual, repetitiva e pouco criativa.

O head up display é projetado no para-brisas, com uma boa legibilidade e não interfere com a condução. Um pormenor interessante: quando estamos a baixar a temperatura do ar condicionado, todas as luzes do interior ficam azuis e quando estamos a aumentar a temperatura, tornam-se vermelhas. Este pequeno detalhe permite alterar o ambiente interno tornando-o mais acolhedor ou refrescante. Os comandos do volante já incluem comandos do estilo touchscreen. Conjuga bem o digital com o analógico.

Por falar em tecnologia, a tendência de digitalização dos relógios afetou a vossa área?

A digitalização dos relógios passa completamente ao lado da nossa clientela. Quem gosta de um verdadeiro relógio mecânico, continua a gostar. No mercado de luxo tanto temos aqueles que gostam de mostrar, de se exibir, e o cliente totalmente oposto, aquele que quer ser discreto e extremamente distinto. Mas todos partilham a paixão por relógios.

São pessoas dificilmente impressionáveis, pois a classe alta tem praticamente tudo. Mesmo assim, apaixonam-se pela complicação dos relógios, apreciam os seus mecanismos, interessam-se pelos ínfimos detalhes que vão muito para além da estética ou até da moda e suas tendências.

O cliente que tem condição financeira para adquirir um relógio de qualidade encontra na David Rosas o que de melhor existe no mundo”.

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