DAF LF – a gama conquistadora

by on 21 Novembro, 2017 in Pesados

DAF LF – a gama conquistadora

O lançamento do novo modelo LF com motor 3.8 litros é inédito na DAF e posiciona a marca num segmento bastante concorrencial nas frotas e com muitos argumentos.

A Automotive esteve na apresentação dos novos modelos LF em Tarragona, evento onde se apresentaram mais novidades da marca. A nova gama CF e XF está agora completa, com a adição de novas configurações de eixos para versões de tratores e de rígidos da DAF, mantendo a eficiência até 7% abaixo dos anteriores modelos.

Um novo sistema de monitorização de energia da bateria, a nova caixa de velocidades TraXon,  o novo software para a gestão do camião, são outras novidades. Para além disso a financeira da DAF, a PACCAR Financial está a iniciar as suas operações em Portugal o que abre finalmente a possibilidade da DAF entrar nas grandes frotas. Daremos nota nas próximas edições destas novidades, bem como dos testes realizados aos vários modelos da DAF do evento. Contudo, iremos focar-nos agora no LF, vocacionado para distribuição urbana.

Novo DAF LF de 7 toneladas

Eduardo Gaspar, diretor da Automotive, testou o novo modelo: “o LF 3.8 estava carregado, em pleno, totalizando as 7 toneladas e o percurso foi tanto em cidade; como em autoestrada. O motor disponibiliza 150 cavalos, com caixa manual de 5 velocidades. De referir que a caixa é igual à de um furgão, ou seja, não têm mudanças altas e baixas o que facilita a condução.

O motor é bastante silencioso e funciona no regime entre 1.000 e 2.000 rotações. O volante é leve, preciso e sensível. Um pequeno toque no volante em circuito citadino, e o camião vira logo; em autoestrada o volante é mais consentido. Isto aumenta a segurança; porque uma pequena distração em autoestrada, a modificação do ângulo é maior se o volante for mais permissivo o que pode aumentar o risco de um acidente. Esta é mesmo uma inovação muito fácil de nos adaptarmos.

Destaque positivo para o travão-motor que pode funcionar automaticamente. Basta premir o botão e o travão-motor entra em funcionamento assim que tiramos o pé do acelerador; e desativa assim que aceleramos. É uma funcionalidade standard extremamente prática, principalmente em percursos sinuosos (como é o caso das cidades) onde escusamos de estar constantemente a colocar o pé no travão ou a ter que ligar e desligar o travão-motor manualmente.

Algo bastante surpreendente foi que subimos um trajeto longo e íngreme a 60 km/h a 1.100 rotações com a quinta mudança e o motor aguentou perfeitamente o trajeto du rante pelo menos 2 minutos sem perder força. Ao descermos, no mesmo trajeto, bastou colocar a quarta mudança e com o travão-motor ligado, para fazermos a descida toda sem quaisquer preocupações em ter que travar ou reduzir para a terceira velocidade para manter o camião em segurança. É importante que suba com força, mas que também desça em segurança.

Caixa de velocidades

A caixa de velocidades é o elemento fundamental deste camião. Apesar de ser manual, quase todo o percurso em cidade é possível ser feito em terceira mudança, pois é extremamente flexível e aguenta tanta baixas rotações como altas rotações. É excelente. A princípio pensei que ia passar todo percurso a fazer passagens de caixa, mas isso acabou por não acontecer.

Para além da caixa de velocidades, aquilo que tornará a tarefa do motorista menos cansativa é o espaço e conforto na cabine. Esta tem o tablier e todos os comandos no volante exatamente iguais aos restantes versões da LF, com especial facilidade em se visualizar os 50 km/h no painel de instrumentos – imprescindível em percurso citadino.

A passagem por estradas em pior estado não afetam o conforto dos ocupantes nem desestabiliza a caixa de carga. Destaque para a brecagem extremamente curta, onde consegui fazer a inversão de marcha numa estrada com duas vias.

Esta boa brecagem implica menos manobras durante as operações de distribuição, reduzindo não só o consumo de combustível, mas também o tempo de carga e descarga; e diminui a probabilidade dos pequenos incidentes – que ocorrem justamente nas manobras em locais apertados. Para isso também contribui a boa visibilidade dos espelhos, onde temos constante visão de todas as áreas do camião, com a vantagem de agora a porta do passageiro ter um vidro, permitindo a visualização de pessoas, animais ou obstáculos.

Resumindo, em termos de tecnologia e conforto tem tudo o que um camião “grande” tem, com a vantagem de ter detalhes em termos de motor, em capacidade de manobra e de funcionamento, que o coloca em clara vantagem para conquistar as frotas de distribuição

Cada vez mais as transportadoras têm que gerir o espaço escasso e as entregas porta-a-porta têm tido restrições em termos de peso e tamanho dos veículos. A conversão para estes camiões de 7 toneladas é uma alternativa válida para continuar as operações nestes locais sem perder no entanto a capacidade de carga dos veículos, e o novo LF aparece no momento certo” conclui.

Além dos técnicos presentes em cada camião para explicar, ao detalhe as características de cada modelo específico, todo o board da DAF (na foto) acompanha as apresentações, demonstrando a importância destes novos modelos para a empresa.

Sobre a questão ambiental dos motores, os responsáveis da DAF afirmaram “que fomos os primeiros a apresentar motorizações híbridas e acreditamos que o futuro pertence a propulsões mais amigas do ambiente. A única dificuldade é que as motorizações elétricas, a gás ou a hidrogênio, dependem totalmente de infraestruturas criadas de raiz. Aquilo que temos visto é que a tendência das cidades não é consensual, onde umas optam por investir numa determinada tecnologia e outras não têm investido em rigorosamente nada.

Pretendemos disponibilizar uma solução imediata para os transportadores, que não podem ficar com os seus negócios à espera de uma rede de carregamento rápido. Estamos naturalmente a acompanhar a evolução do mercado e consoante as cidades evoluírem teremos certamente a solução adequada, tal como o novo LF é para nós a melhor solução do momento em termos de distribuição urbana”.

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