DAF XF 450 – consistente na excelência e premiado em Portugal

by on 21 Dezembro, 2018 in Ensaios / Assessment, Pesados

DAF XF 450 – consistente na excelência e premiado em Portugal

O camião DAF XF 450 teve mais uma vez as suas capacidades comprovadas, num teste realizado pela Revista Automotive nas estradas de Espanha.

A nova gama da DAF, onde se inclui o modelo XF, teve várias modificações que permitiram uma redução de 7% no consumo face à geração anterior do modelo. No entanto este é um valor médio pois, dependendo das condições de utilização e das versões dos camiões, a poupança pode variar para valores superiores.

Melhorias aerodinâmicas

Os novos modelos tiveram alguns pormenores aerodinâmicos modificados, tais como a grelha frontal, para aumentar a quantidade de fluxo de ar no intercooler e no radiador, de forma a melhorar a gestão térmica do motor, proporcionando mais eficiência no seu funcionamento.

A nova “pala anti sol” e extensões nas cavas das rodas ajudam a diminuir o atrito, melhorando a aerodinâmica do veículo. Apontamentos em cromado um pouco por toda a cabine, refrescam a estética exterior dos modelos.

Nova cadeia cinemática multi-binário

Todo o conjunto propulsor (motor, caixa de velocidades, eixo de tração e diferencial) é novo. Tal permitiu reconfigurar o quadro de potências dos motores, aumentando a potência dos mesmos ao mesmo tempo que se reduziram as rotações.

Quanto à motorização MX-13 que testámos, esta apresenta 3 níveis de potência, indo dos 430cv, com 2300 NM às 900 rpm, até à potência de 530cv, com 2600 NM às 900rpm. Todas as novas versões dos motores atingem a potência máxima às 900 rpm, quando na versão anterior precisavam de ir até às 1000 rpm. Ao se reduzirem as rotações, melhora-se o consumo de combustível e também o ruído do motor, contribuindo para o conforto a bordo.

O aumento de binário na nova gama de motorizações teve também outra novidade: a potência multi-binário. Existe assim mais 5% de binário na última mudança (12º ou 16º velocidade consoante a caixa de velocidades) para que os camiões reduzam o consumo em velocidade de cruzeiro. O sistema de gestão da caixa de velocidades privilegia assim a mudança mais alta o maior tempo possível.

Novos componentes

Nos motores MX-13, foram modificados o sistema de combustão (novos pistons, injetores e taxas de compressão) bem como a gestão do ar e de perdas parasitas (segmentos, compressor de ar e válvula EGR). Exclusivo dos motores MX-13 são agora os novos turbo, árvore de cames e circuito de óleo.

Em ambos os motores, componentes como bomba de óleo, bomba de água e compressor do ar condicionado são agora de geometria variável. Antes, tanto a bomba de óleo como a bomba de água aumentavam o fluxo à medida que as rotações por minuto (RPM) do motor aumentavam. Agora, as bombas vão diminuindo o seu fluxo consoante as RPM aumentam, proporcionando assim o fluxo estritamente necessário para o bom funcionamento do motor, exigindo menos energia para a sua operação.

Gases de escape e software

O novo sistema de tratamento de gases de escape consegue ser 50 kg mais leve, e foi reduzido o seu volume para quase metade. A DAF uniu os vários sistemas de controlo do veículo em uma única unidade controladora, responsável pela gestão da velocidade, condução, ajuda ao condutor e aplicações. É possível agora integrar aplicações de software dedicadas como é o caso de camiões de recolha de lixo, cisternas, trabalho off road, e os Mega-Camiões (60 toneladas).

Chassis mais leves

Nas versões com tração 4×2 diminui-se o peso em 100kg, e nas versões com tração 6×2 diminui-se o peso em 130kg, representando assim um ganho em termos de capacidade de carga. Quanto às unidades rígidas foi facilitado o trabalho dos carroçadores, existindo agora consolas próprias para a instalação de gruas ou caixas de carga, e adicionalmente, mais zonas de fixação na traseira do chassis.

Conforto e praticidade a bordo

Em termos estéticos, o interior e o tablier mantêm-se quase iguais. No entanto, existem vários pormenores novos que fazem toda a diferença. Começando pelo sistema de ar condicionado, tem os seus controladores mais próximos do motorista. Mais eficiente, o sistema de aquecimento da cabine utiliza o próprio líquido de refrigeração do motor, evitando assim a utilização desnecessária do aquecedor de parque, fazendo uso do calor do motor.

O painel de instrumentos foi redesenhado, sendo mais intuitiva a leitura dos parâmetros e da navegação pelos menus. Os botões do limitador de velocidade e cruise control foram incluídos no volante para uma maior rapidez na sua utilização. Os amortecedores pneumáticos da cabine complementam o conforto a bordo.

Em condução – XF 450

Para o teste, a DAF colocou à disposição o modelo XF 450 FT (4×2) equipado com semirreboque frigorífico com carga, com um peso total de 39,5 toneladas. Este modelo caracteri za-se pela sua versatilidade, podendo tanto ser utilizado no médio-curso como no longo-curso.

Em percurso de autoestrada, foi o momento ideal de testar o cruise control preditivo. Este aciona o EcoRoll (modo de roda livre) mais rápido do que estamos à espera. Porque o sistema identifica o declive da estrada (através de localização por GPS e pela cartografia), ao iniciarmos uma subida, o sistema não espera chegar ao topo da colina para entrar em modo EcoRoll.

Este inicia-se um pouco antes de chegarmos ao topo, aproveitando ainda a inércia gerada pelo camião aquando da subida. A descida depois é gerida automaticamente pelo cruise control, ora utilizando mudanças mais baixas ora utilizando o retarder para manter a velocidade dentro dos limites pré-estabelecidos.

Podemos estabelecer a velocidade do cruise control em conjunto com a tolerância mínima e máxima, ou seja, definindo 80km/h, depois definimos -10km/h como velocidade mínima e +5km/h como máxima. Isto permite que o camião nas subidas possa perder velocidade até aos 70km/h e nas descidas vá até aos 85km/h. Destaque para a facilidade com que se ativa e definem os parâmetros do cruise control, através dos comandos no volante e retirando pouca atenção da estrada.

O bloco 13 litros do motor Mx-13 corresponde às expectativas em termos de força e de potência, principalmente em subidas acentuadas. Gostámos da passagem de caixa às 900rpm, de forma a otimizar os consumos, e se carregarmos mais no acelerador, a passagem faz-se nas 1490rpm.

Características transversais à gama

Destacamos agora alguns elementos transversais à gama. O volante com pegas em pele é muito agradável para quem passa horas a conduzir, e a envolvência dos bancos também ajuda no conforto. Realce para a função de aquecimento ou arrefecimento dos bancos, permitindo conduzir mais horas, diminuindo a sensação de cansaço no corpo.

Muito prático enquanto se conduz é utilização do botão de luz da cabine, que é só rodar e vai aumentando a intensidade da luz. Antes tínhamos que andar às “apalpadelas” no tablier até acharmos os botões que estavam espalhados, retirando atenção da condução, algo que agora já não acontece.

A utilização do limitador de velocidade é feita no volante, e este sistema ativa o EcoRoll automaticamente, ou o retarder caso estejamos a ultrapassar os limites de velocidade numa descida acentuada. O sistema de condução ecológica, vai avisando o condutor se está a fazer uma condução económica ou não, baseado em dois parâmetros: previsão do acelerador e travagem eficiente.

O percurso realizado neste teste foi de cerca de 3 horas, alternando entre estradas nacionais, percursos citadinos e autoestrada. O resultado do consumo de combustível, medido por um sistema independente (AIC 2022) não deixa margem para dúvidas – registamos uma média de 28lt/100km.

Face ao seu excelente desempenho dinâmico, imagem de marca, historial da empresa DAF com 90 anos de existência, posicionamento no mercado nacional, dinâmica de comunicação, serviços de pós-venda e atenção aos clientes e parceiros de negócio, o camião DAF XF 450 reuniu todas as condições ideais para ser distinguido pela Revista Automotive, como Camião do Ano em Portugal.

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