Guia Salarial 2018 – gerir um mercado laboral mais competitivo

by on 23 Março, 2018 in Frotas, Pós-Venda

Guia Salarial 2018 – gerir um mercado laboral mais competitivo

Todos os anos a Revista Automotive, em parceria com a Hays Portugal, divulga o Guia Salarial para área automóvel em Portugal.

A Hays é a referência no mercado de recrutamento especializado em Portugal. Está presente no país desde o ano 2000, operando a partir de escritórios em Lisboa e no Porto. O Guia Salarial resulta de uma análise das motivações e preferências de profissionais e empresas, com base nas respostas de 3.884 profissionais qualificados e 713 empregadores, aos inquéritos anónimos efetuados pela Hays.

Paula Baptista, managing director da Hays Portugal, explica-nos as principais conclusões do estudo: “as previsões de recrutamento para este ano são apenas mais um dado que comprova o bom momento do país: 81% dos empregadores a atuar em Portugal pretendem contratar colaboradores em 2018. Na região Norte, este valor situa-se nuns inéditos 88%, sustentados sobretudo numa elevada procura por perfis Comerciais, de Tecnologias da Informação e de Engenharia. É, sem dúvida, um indicador de que estamos no bom caminho.

No entanto, e porque todos os percursos implicam oportunidades de melhoria, é importante que saibamos reconhecer quais são as nossas, enquanto coletivo. Questionámos mais de três milhares de profissionais qualificados e descobrimos níveis de insatisfação muito consideráveis em fatores fundamentais como a progressão de carreira, prémios de desempenho, comunicação, formação e pacote salarial.

Esta insatisfação torna-se ainda mais evidente, quando comparamos a realidade nacional com a de quem se encontra no estrangeiro: os profissionais atualmente emigrados revelam níveis de satisfação muito superiores em praticamente todos os fatores.

Que implicações poderão ter estes dados na estrutura das empresas? Qual o eventual impacto na motivação e produtividade dos colaboradores? São, sem dúvida, questões relevantes para empregadores preocupados com a retenção dos seus melhores talentos.

A crescente indisponibilidade dos profissionais qualificados para uma mudança efetiva de emprego é outro dado que deve ser tido em conta. Esta falta de interesse, associada à insatisfação referida anteriormente, parece apontar para uma situação de inércia de colaboradores, que se encontram claramente descontentes com a sua carreira, mas não o suficiente para motivar uma procura ativa por novas oportunidades.

Num mercado onde são cada vez mais os empregadores a querer recrutar e cada vez menos os profissionais a procurar emprego de forma proactiva, as empresas terão de se apresentar ao seu melhor nível para conseguirem atrair estes candidatos insatisfeitos e hesitantes. Para isso, deverão ter em conta dois fatores importantes:

1) O pacote salarial tem sido o principal motivador de recusa de ofertas de emprego nos últimos anos. Urge repensar os níveis salariais praticados e adequar as propostas à dinâmica atual do mercado português, de modo a que sejam atrativas para o candidato, mas também sustentáveis para as empresas.

2) É fundamental uma nova abordagem nas estratégias da atração de talento. Anunciar oportunidades de emprego e esperar resultados imediatos já não é suficiente; há que construir uma relação de confiança e de longo prazo com potenciais candidatos, através de diferentes tipos de comunicação e plataformas” elucida Paula Baptista.

Leia o artigo completo na edição impressa da Revista Automotive (edição de Fevereiro)

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