Mégane Sports Tourer – aliar a experiência à inovação tecnológica

by on 6 Outubro, 2017 in Ensaios / Assessment

Mégane Sports Tourer – aliar a experiência à inovação tecnológica

Assessment por Flávio Menino, responsável de marketing da Autozitânia, uma das referências na distribuição de peças e componentes automóveis em Portugal.

Dada a nossa experiência no ramo automóvel, os componentes e sistemas que equipam este carro não são uma novidade total para mim. Como na Autozitânia trabalhamos com marcas que estão presentes no primeiro equipamento, elas acabam por nos desvendar todas as inovações que têm introduzido nas viaturas recentes, como é o caso dos faróis do Mégane, dos sistemas de assistência à condução, entre muitos outros. No entanto será muito interessante ver todos esses sistemas e componentes a funcionar como um todo, e poder experimentá-los em condições de condução real.

Vou fazer o percurso que costumo fazer todos os dias do trabalho-casa, para ter um termo de comparação mais fiável com a viatura que utilizo no meu dia-a-dia. Moro fora da região de Lisboa e o percurso é maioritariamente em autoestrada, e já deu para perceber que apesar do visual desportivo este é um bom carro estradista. Como faço todos os dias cerca de 70 quilómetros preciso de um carro confortável em médias distâncias e este cumpre bem esse papel.

Onde moro consigo rapidamente me colocar na cidade, mas também consigo ter a tranquilidade do campo. É o melhor dos dois mundos, e este modelo pretende também isso. Ter um carácter desportivo mas ao mesmo tempo familiar.

Basta mudarmos para o modo sport e a reação do motor fica completamente diferente, o painel de instrumentos modifica a cor e realça as rotações, e o volante e continua bastante leve mas melhora a precisão na abordagem às curvas. Em modo Confort, torna-se um carro muito confortável para fazer viagens de longo curso.

Em cidade, e apesar do tamanho não sinto o carro pesado. É ágil. Para fazerem um carro deste tamanho com esta leveza, para além de terem colocado um motor potente, também introduziram materiais mais leves, por exemplo, os frisos serem em plástico cromado e não em alumínio e uma série de outros detalhes em plástico que tornam o carro bastante leve e não afetam em nada a estética.

Em termos visuais o carro está bastante apelativo.

Todo este pack desportivo tornou o Megane um carro mais jovem, o que se junta a cor que difere bastante daquilo que é o habitual, sem ser desagradável ao olhar. Destaca-se pela positiva.

Os sistemas de assistência à condução são muito práticos, como é o caso do assistente de faixa lateral, ou o cruise control adaptativo. Este ultimo é muito bom porque estipulamos a velocidade que queremos e não precisamos de nos preocupar mais. O carro vai adaptando-se à velocidade do trânsito ou das viaturas que vão à sua frente, inclusive trava se analisar que estamos a aproximar demasiado rápido ou se o carro da frente também travou.

O Head-up display mostra as indicações do sistema de navegação e também a velocidade, sendo muito prática a sua utilização principalmente em autoestrada. Quando entramos em circuitos mais urbanos, prefiro o painel de instrumentos “tradicional” que neste caso é todo digital. Consigo desativar o Head-up display que é uma coisa que aprecio. Quem gosta, pode utilizar e quem não se sente à vontade pode desativar.

Podemos personalizar o estilo de visualização no ecrã e painel de instrumentos com quatro estilos diferentes. Conforme modificamos o modo do carro (eco, sport, etc) assim também as luzes interiores, o painel de instrumentos e o ecrã central modificam-se. Se não gostarmos de determinado visualização ou grafismo de algum desses modos de condução, podemos personalizar. Conseguimos ter em modo “eco” o mesmo painel que temos em modo “Confort” bastando para isso personalizar o menu.

Esta flexibilidade de modificar é importante até porque estamos a falar de um carro de frota que pode ser utilizado por mais do que uma pessoa. A adaptação a cada condutor é importante para funcionar em sistemas partilhados, por exemplo. Fala-se muito em sistemas de partilha e de mobilidade flexível, mas é preciso que os produtos de base tenham essa capacidade de serem partilhados porque os conceitos só por si se não forem acompanhados de produtos não servem de muito.

Podemos configurar a intensidade das luzes interiores bem como só acender as traseiras ou as da frente. Os menus são intuitivos onde podemos inclusive personalizar a organização e a aparência. Com tanta possibilidade de personalização e variedade de escolha teria que dedicar um dia para deixar tudo à minha medida.

Consumos e espaço interior

Em termos de consumos conseguimos manter os 5,6 litros aos 100km, mas também não esperava outra coisa deste carro. Tendo em conta que é um dos modelos mais vendidos para frotas, deverá ser obrigatoriamente poupado nos consumos. Aliás, acredito que não seja fácil introduzir uma nova versão de um modelo que é uma das referências do seu segmento. As expectativas já começam em alta e aqui a Renault conseguiu não só cumprir com as elas, mas também superá-las – quer em termos de alguns extras tecnológicos, mas principalmente em termos de estética que face ao modelo anterior ficou muito melhor.

O espaço interior é abundante tanto para o condutor como para os ocupantes. A bagageira é que podia ser maior. Fiz o teste de carregarmos uma série de caixas e até consegue uma boa capacidade de arrumação apesar do design da traseira “roubar” um pouco do espaço da bagageira.

Destaco o banco desportivo que é algo que valorizo. É muito confortável e coloca-nos na posição correta e envolvem-nos de uma forma que me agrada bastante. O fato de ter uma aparência mais desportiva direciona-se a um segmento mais jovem.

Tecnologia e digital

Em termos digitais revejo muito neste modelo o espírito da Autozitânia, onde queremos estar na vanguarda desse mundo virtual. Temos várias plataformas digitais que utilizamos para a comunicação, mas também para compras e ligação com os clientes. Grande parte das nossas vendas já estão no digital. Naturalmente que o digital é um complemento do físico, investimos em novas instalações e elas também esteticamente são agradáveis. Com a dimensão que temos, é um cartão-de-visita para os nossos clientes e com boas instalações conseguimos proporcionar aos funcionários todas as facilidades que no passado não tínhamos.

Queremos não só acompanhar as tendências de mercado, mas também as definir. Para se ser pioneiro é preciso bastante investimento e dedicação, mas depois os resultados acabam por aparecer. Vejo muitos paralelos entre este carro e a nossa empresa, porque o Mégane é um modelo com um grande reconhecimento no mercado, com uma grande experiência acumulada mas nem por isso ficou obsoleto. Consegue ter um caráter bastante jovem e apelativo, tal como a nossa empresa que apesar de já estar há 30 anos no mercado e de ter uma história bastante profunda no sector do pós-venda, temos conseguido ter esta imagem de jovialidade e de vanguarda tecnológica por isso creio que foi uma boa escolha este carro para o assessment. Somos uma empresa dinâmica que não está encostada à sombra daquilo que fez no passado, e que prepara no presente, o seu futuro.

Contacto Humano

Este carro, apesar de ter vários sistemas de ajuda à condução, ainda conseguimos sentir o prazer de conduzir. Também temos na Autozitânia essa filosofia do contacto, da sensação, ou seja, temos investimento canalizado para o digital, mas mantemos o atendimento especializado, o apoio técnico e a consultadoria humana. Investimos no serviço ao cliente para que ele se sinta acompanhado, que tenha contacto connosco.

Comercializamos produtos que os outros também o fazem, e apesar do preço ser um fator fundamental não é o fator decisivo neste mercado. O serviço é o fator diferenciador.

Nesse sentido também uma frota que compra 20 ou 30 veículos deste modelo, deve ter uma formação sobre as tecnologias e sistemas que este carro traz. Aliás, tenho visto através da Automotive que as concessões da Renault têm proporcionado essas formações, o que é decisivo. Mais do que bons produtos, o serviço ao cliente é essencial tanto no pós-venda como nas frotas” conclui Flávio Menino.

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