Motoristas de Pesados – Contra os mínimos

by on 11 Agosto, 2019 in Pesados

Motoristas de Pesados – Contra os mínimos

Na iniciativa Revista Aberta Pesados, realizada pela Automotive em abril de 2018, o tema central debatido naquele encontro foi a falta de motoristas nas empresas nacionais de transportes rodoviário de mercadorias. Marcas de camiões, empresários, transportadores e gestores de frotas de veículos pesados, foram unânimes em reconhecer a importância dos profissionais do volante, essenciais para o normal funcionamento e desenvolvimento da economia nacional.

Também naquele encontro, havíamos debatido a necessidade de se valorizar e dignificar os motoristas de camiões, visando o bem-estar social de todos. O alerta foi dado e a mensagem foi clara: sem motoristas qualificados e bem remunerados, o transporte rodoviário de mercadorias e, por tabela, a economia nacional, sofrerão consequências.

Amanhã, dia 12 de agosto – em pleno período de férias – está agendado uma greve nacional dos motoristas de matérias perigosas (combustível e gás, entre outras), pela ausência de um acordo nas negociações salariais entre as partes envolvidas na questão. O Estado, envolvido e incluído na discussão, não conseguiu, até à data, solucionar o problema, nem mesmo quanto à questão dos serviços mínimos.

É provável que os envolvidos nesta matéria tenham sempre algo mais a acrescentar nas reuniões e reivindicações. Mas, certamente, haverá custos elevados com esta provável greve. Portugal mantém-se, assim, muitos quilómetros atrás na dignificação dos profissionais do volante que, apesar de terem um santo protetor (São Cristóvão!), continuam sempre à espera de um milagre.

Torna-se repugnante tanta polémica em torno de um assunto fácil e simples de se resolver, não fosse os medíocres interesses instalados, a pequenez do raciocínio e a visão míope que só consegue ver o hoje e o agora. O governo já está a gastar o nosso dinheiro em levantamentos de necessidades e quais veículos serão prioritários. Os motoristas em reuniões e discussões sem fim, e os empresários – uns de boa índole à procura de soluções a curto, médio e longo prazo; outros, em como se “safar dessa” utilizando subsídios!

À semelhança dos fogos em Portugal, a situação dos motoristas é para ir-se “empurrando com a barriga”, por falta de cérebro (coragem, vontade…) em extinguir a causa; ao invés de se gastar nas consequências.

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