Proceed na direção certa das empresas

by on 2 Maio, 2019 in Ensaios / Assessment

Proceed na direção certa das empresas

Carlos Silva, Director de Vendas e Marketing da Krautli, realizou o assessment da nova proposta da KIA para as empresas – o Proceed.

“Começo este assessment pelo aspeto exterior: tanto do carro; como da nossa empresa. Assim, a estética deste modelo é apelativa, onde a frente e as laterais têm linhas alongadas à semelhança do Mercedes-Benz CLA, e diria que a traseira faz lembrar um Porsche. Relativamente à nossa empresa, em 2016 mudamos para estas instalações e não descuramos da estética deste edifício. Por isso a imagem, para nós, é muito importante.

Considero que a KIA tem evoluído positivamente na estética dos seus produtos, e apresentado carros bem trabalhados nestes últimos anos. No segmento dos carros asiáticos temos assistido a esta evolução positiva. Antes tinham uma presença pouco harmoniosa, agora são mais agradáveis ao olhar. O facto de terem feito extensões de garantia, transmitiu ao consumidor um índice de confiança completamente diferente do passado.

Enfoque na qualidade

Os níveis de qualidade do produto têm de estar à altura do compromisso, e por isso as empresas e o público em geral têm tido mais confiança para comprar carros desta marca. Mencionei a qualidade porque o slogan da Krautli é “paixão pela qualidade”. Somos muito focados nesse âmbito e por isso é daqueles aspetos que analiso em primeiro lugar.

Dispomos de carros asiáticos na nossa frota, sendo o mais recente, um modelo KIA. No entanto, dos 25 carros que temos na empresa, a maioria continua a ser de marcas europeias. Não temos um padrão em termos de marcas: KIA, Mazda, Renault, BMW, Lexus, entre outras.

Isto reflete um pouco a posição abrangente da Krautli no mercado, onde comercializamos várias linhas de produto em diversos segmentos e subsegmentos: o segmento oficinal, no âmbito dos tacógrafos; o segmento retalho com dois subsegmentos – um de lubrificantes e outro de peças e assessórios (mecânica e eletrónica). Cerca de 85% da nossa faturação vem da área do retalho.

Nestes últimos 10 anos temos vindo a aumentar a dinâmica de vendas, onde fomos construindo um espaço assente em marcas de prestígio. Todos os anos temos vindo a incorporar novas gamas de produtos e, em alguns casos, temos até gamas de produtos duplicados, ou seja, dispomos mais do que uma marca dentro de determinadas gamas.

Marcas premium como primeira opção e, quando verificamos que é adequado, temos uma segunda marca budget como segunda opção. Também contamos com duas marcas premium dentro do mesmo segmento, como é o caso da SACHS e da LUK, por uma questão estratégica e de oportunidade.

Com as marcas premium o target são os automóveis até 10 anos, e acima disso tipicamente os clientes optam por marcas budget. O nosso parque automóvel envelheceu e por isso temos um portfólio adequado. Além disso, entramos no mercado dos carros asiáticos com a exclusividade da marca Jakoparts em 2017, onde queremos ser um fornecedor de referência, tendo em conta que o parque circulante dos veículos asiáticos em Portugal tem aumentado – estima-se que tenha uma quota de quase 20% em termos de parque circulante nacional. Apesar de não ser fabricante, a Jakoparts é uma marca orientada para a qualidade e com ela temos vindo a crescer no mercado.

Comportamento dinâmico

Já falei um pouco do comportamento dinâmico da Krautli no mercado, agora faço o mesmo com este Proceed e a sua relação com a estrada: tem um bom handling e gosto do carro a curvar. A condução em autoestrada é confortável por isso é um carro para se fazer muitos quilómetros. O motor, a gasolina é compacto (1.0), tem uma boa resposta e agilidade, sendo a caixa de velocidades (manual), de fácil manuseamento.

Os carros asiáticos têm como vantagem serem comercializados de série, com muitas funcionalidades e confortos, que nos carros alemães são opcionais e onerosos. Por outro lado, os carros asiáticos às vezes pecam pela falta de transmitir as sensações da condução, coisa que neste modelo não acontece. Gosto de o conduzir. Tem uma estética arrojada e o comportamento dinâmico está de acordo com as expectativas que, este visual mais desportivo, desperta no condutor.

Notei que este Proceed tem uma tecnologia (lane keeping assist) que é muito eficiente a manter o veículo na faixa de rodagem, especialmente em autoestrada – assim que nos desviamos, o carro roda automaticamente o volante para recolocar o Proceed dentro da faixa de rodagem. Gosto disto porque é um fator de segurança e de auxílio ao motorista ( que muitas vezes está cansado e/ou pouco atento).

Interiores e habitabilidade

Dispõe de pormenores interessantes no interior, que são agradáveis ao toque. Nota-se no tablier uma inspiração germânica, mas com caráter próprio. O ecrã central é touchscreen e incorpora uma série de funcionalidades práticas tais como, o sistema de navegação e a câmara de filmar traseira.

Quanto à habitabilidade, a posição de condução é boa e o condutor tem próximo de si tudo o que precisa de forma prática e acessível. O espaço traseiro é mais exíguo do que na versão “carrinha”, mas não deixa de ter a habitabilidade necessária. Destaque para o porta-bagagens com abertura/fecho automatizado. Uma solução distintiva, neste segmento.

Experiência de condução

Já tive um carro asiático, um Mazda 6, e posso dizer que gostei da experiência. Não sou muito ligado a marcas, poia gosto de experimentar as várias propostas do mercado. Faço cerca de 50 mil Kms por ano, e dentro daquilo que é uma viatura de trabalho valorizo os fatores como a segurança, o conforto e também a estética. É a conjunção desses fatores que me faz optar por determinada marca e não o contrário. Agora tenho um carro alemão e estou satisfeito. Se tivesse que mudar, tendo em conta os quilómetros que faço e a utilização intensiva que tenho, teria de ser um motor diesel, principalmente pelos consumos.

Aos fins-de-semana, geralmente opto por não conduzir muito para aliviar dos quilómetros todos que já realizei durante a semana. Visito os clientes de norte a sul de Portugal, inclusive nas ilhas. Enquanto Krautli, temos tido um crescimento muito sustentável e equilibrado face ao parque circulante, por isso considero as nossas vendas estão a acompanhar a transformação do nosso mercado.

Estes números não aparecem sozinhos, implica em muito trabalho da nossa equipa, muitas deslocações, estar perto dos clientes e compreender no “terreno” quais são as reais necessidades do mercado. Por isso, as minhas deslocações são estratégicas, e visam compreender os grandes desafios que a nossa área de negócio está a enfrentar, como é o caso da sucessão nas empresas, a dificuldade de adaptação dos negócios tradicionais ao contexto atual, os novos operadores, entre outros. As empresas, parte integrante deste mercado, são dinâmicas e, por este motivo, necessitam de acompanhamento constante.

Conclusões

A prioridade para um grossista e importador de peças, como nós que estamos no mercado independente, não é somente vender peças, mas, sobretudo, garantir que toda a cadeia de distribuição possa funcionar para que o consumidor final esteja plenamente satisfeito. Quando isso acontece, todos nós ganhamos. A chamada economia circular a funcionar.

O automóvel está a evoluir mais rápido do que o nosso setor tem evoluído, e a prova disso é este Proceed. Por isso, temos de acelerar os processos de mudança para garantir que estamos lado-a-lado com estas alterações tecnológicas e o com o comportamento do consumidor.

De forma concisa, este modelo que testei tem tudo para ser diferenciador nas frotas, estando mais indicado para a nossa equipa comercial. A única coisa que alteraria, seria a motorização, optando por uma versão a diesel. Por fim, quero agradecer à Revista Automotive pelo convite e a possibilidade de realizar este assessment, que demonstra a abordagem diferenciada que esta publicação faz às empresas, de maneira positiva e transparente”, ressaltou Carlos Silva.

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