Renault – a maior entrega de elétricos em Portugal

by on 1 Fevereiro, 2018 in Frotas

Renault – a maior entrega de elétricos em Portugal

A Renault iniciou 2018 com a maior entrega de automóveis elétricos em Portugal, até aos dias de hoje.

O beneficiado foi o Grupo AdP – Águas de Portugal que adquiriu 127 veículos ligeiros, sendo 76 de passageiros e 51 de mercadorias.  Esta aquisição foi baseada em diversos estudos realizados e que deram suporte para avançar com esta iniciativa uma vez que, se revelava positiva, pois com esta introdução, o Grupo prevê uma redução, a quatro anos, de emissões, em especial de CO2, em 533,234 toneladas e, do consumo de combustíveis, em cerca de 660 mil litros.

Estes 127 automóveis irão substituir viaturas operacionais com mais de 8 anos de uso e com maior quilometragem, que produzem mais emissões de gases com efeito de estufa e têm maiores consumos de combustível.Sendo um dos primeiros projetos apoiados pelo Fundo Ambiental ao abrigo da Estratégia Nacional para a Mobilidade Elétrica, o Grupo instalará também 137 pontos de carregamento de veículos elétricos nas suas instalações de norte a sul do país.

Ricardo Oliveira, diretor de comunicação da Renault Portugal, em entrevista à Automotive afirmou que: “para nós é muito significativo esta entrega, não só em termos de quantidade, mas obviamente por se tratar de automóveis elétricos, evento nunca feito antes em Portugal. Representa o início da mudança do paradigma do carro para as empresas. Os estudos demonstraram uma clara vantagem nesta aquisição, pelo que outras empresas também levarão em linha de conta as mais-valias de uma frota elétrica”, salientou.

Mais players e mais vendas

Segundo o diretor de comunicação da Renault Portugal “em 2017, o mercado de automóveis elétricos duplicou em relação a 2016, só nós, vendemos mais do que o mercado todo o ano passado: a Renault vendeu 860 carros enquanto que o mercado vendeu 813. Não só a quantidade importa; a oferta vai melhorar; para além daquela que já existe, vão chegar novos player’s ao mercado, que irão trazer outro dinamismo ao segmento dos elétricos.

O crescimento em 2017 foi mais baseado nas empresas do que nos particulares, porque as empresas beneficiam de um conjunto de incentivos como os 1.250 € da aquisição, beneficiam do ISV e podem deduzir o IVA. Também é nas empresas onde se avaliam mais os custos e benefícios, o que leva algumas delas a optarem por carros elétricos, na medida em que os percursos são mais urbanos, não esgotam a bateria e adicionalmente há as interrupções para almoço que permitem recarga; sem falar de todo o período noturno, em que na maioria das vezes a viatura não é utilizada.

Enfim, cada empresa faz as suas contas e pode chegar à conclusão de que o carro elétrico responde às suas necessidades e que lhe é mais conveniente, não só em termos de incentivos, economia e custos, mas também de visibilidade/valor ambiental. As empresas têm trazido maior dinamismo, o particular está sempre a fazer contas apenas à autonomia, como se fosse diariamente ao Porto. Temos testemunhos de particulares que fazem uma vida absolutamente normal com o carro elétrico, apenas é preciso outra disponibilidade.

Sensibilizar e orientar

O cliente particular não tem necessariamente a noção dos custos envolvidos, estamos a falar por exemplo, de um percurso de 100 km onde gastará cerca de 2 € se for um carro elétrico e 8 €, com outro combustível. Falta ao particular a noção de que, para fazer uma viagem mais longa, deverá tão-somente planear uma paragem de uma hora, que pode inclusive coincidir com a hora do almoço, ou uma paragem para caminhar e ativar a circulação.

É nosso trabalho dar a conhecer as vantagens e desvantagens, e ajudar tanto os particulares quanto as empresas a fazerem uma avaliação global e profunda dos seus percursos e necessidades. Uma entrega desta dimensão só foi possível porque a Renault faz questão de honrar os seus compromissos, e presta muita atenção a este tipo de acordo. Mesmo a nível central, movimentamos todas as forças vivas para tornar isso possível. Até o próprio ministro o enfatizou no seu discurso, como pode comprovar.

É evidente que o crescimento do mercado não vai tornar mais fácil este tipo de volume, porém a nossa empresa está a adaptar o seu aparelho industrial para dar resposta a esta procura por toda a europa. É preciso mencionar que, por vezes, os fornecedores é que não têm capacidade de resposta.

Aposta também das gestoras de frota

Este negócio foi feito através de duas gestoras de frotas o que demonstra o seu envolvimento e intermediação, assim como a sua aposta neste tipo de automóvel. Há um olhar diferente de toda a gente para o carro elétrico e os gestores de frota não são indiferentes a isso. Ter um veículo elétrico no parque das próprias empresas, demonstra à partida uma gestão cuidada, uma atenção para com o ambiente e uma imagem inovadora.

Também as dúvidas quanto ao valor residual do carro elétrico começam a dissipar-se. Inicialmente não havia valores, ninguém sabia se havia mercado para os elétricos usados. Aos poucos o mercado começa a ficar mais calmo, pois já há valor residual e a gestoras de frotas passam a dar importância a ele. No final de novembro tínhamos 1.600 carros elétricos, em dezembro 1.800 é um crescimento positivo e atrativo.

Nas nossas vendas Renault, os elétricos representam 2,3 % das vendas da marca; não há muitos países aonde os elétricos representem esse valor, tirando a Noruega, França e Alemanha. Não é de somenos importância que se verifica que à medida que o valor residual dos elétricos vai aumentando, o valor residual do diesel vai baixando drasticamente”, finalizou Ricardo Oliveira.

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