Romafe avança para sul

by on 5 Fevereiro, 2018 in Pós-Venda

Romafe avança para sul

A Automotive visitou as novas instalações da Romafe e entrevistou José Carvalho, um dos administradores da empresa que é referência nacional no segmento dos rolamentos automóveis e industriais.

Qual a razão de virem para Lisboa?

Havia uma solicitação muito grande por parte dos clientes da parte sul para virmos para Lisboa. Tínhamos já uma divisão no Barreiro, mas logisticamente não estava a funcionar como pretendíamos. Era muito longe principalmente para a parte auto e por isso escolhemos um local onde fosse logisticamente ajustado, daí estarmos em Sacavém.

Como procederam para esta ampliação?

Para além do investimento nas instalações de Lisboa, formamos profissionais no Porto que se dedicam em exclusivo a Lisboa. Estamos a investir nas pessoas, no ano passado entraram 5 este ano irão entrar mais 5, passamos de 40 para 50 funcionários. Estamos a colaborar com o país em termos de emprego, o primeiro investimento que fazemos é sempre nas pessoas. Ainda ontem tivemos uma convenção no Porto e o tema foi avaliar o que os nossos profissionais precisam para otimizar o seu trabalho e crescerem junto com a empresa. Gerimos a empresa, mas fundamentalmente nos preocupamos com as pessoas, enquanto funcionários e clientes. A Romafe é uma grande família com as vantagens e desvantagens que daí advêm, e que são geridas da melhor forma.

Estruturalmente houve mudanças?

Fizemos a fusão das filiais, estamos a começar o processo de ser só uma casa e só um nome; tínhamos várias empresas, mas eram todas independentes. Em 2017 fizemos a unificação e para o cliente agora é só Romafe. Isto implicou investimento na homogeneização dos sistemas informáticos, assim como na imagem e na gestão. Conseguimos atingir os dois dígitos em faturação; ou seja, os nossos tão desejados 10 milhões de euros, que há muito andávamos ao seu encalço.

Aqui em Sacavém qual é o vosso cliente-alvo?

Ainda bem que me faz essa pergunta, porque há algum ruído por aí fora a dizer que estamos a fazer vendas diretas ao público. O que de todo é falso e nem tão-pouco é o nosso target. Estamos verticalizados exclusivamente para os nossos clientes revendedores, ou retalhistas, como preferir.  No que nos toca, estamos ao lado dos nossos clientes sempre com a ideia de só vendermos à revenda. Ganhamos o respeito e confiança no mercado porque não temos subterfúgios, nem segundos nomes é apenas Romafe e só para revenda.

Manter esta política é fundamental, em Lisboa somos um centro logístico, é muito importante para nós que fique bem claro, porque isso é a base da nossa política: só temos um canal de venda.  Não temos balcão de porta aberta, o balcão serve apenas para a entrega de peças e para receber o cliente retalhista que muitas vezes precisa identificar uma peça e precisamos ter um sítio para poder acolher esse serviço.

De que modo os clientes ficam servidos com esta filial em Sacavém?

Relativamente às entregas agora temos uma maior rapidez, pois o espaço escolhido permite ter um grande stock e assim fazer quatro entregas diárias: duas de manhã e duas à tarde. Se aqui não houver, temos sempre no Porto que entrega de um dia para o outro.

A proximidade ao cliente permite darmos um apoio diferenciado, por exemplo: quando há alguma dúvida em termos de um produto o cliente pode se dirigir cá, porque temos aqui um profissional que rapidamente pode ajudar tecnicamente, em presença. Ou em caso de necessidade o nosso colaborador poderá se deslocar até ao cliente e dar o apoio ao nosso cliente.

Projetos para 2018?

Consolidar todo o esforço feito em 2017 pela Romafe, preferencialmente subir a faturação, vamos começar a visitar clientes novos na parte industrial e fazer alguns contratos novos. Especialmente ganhar a confiança dos clientes para que percebam que a nossa política não é uma ameaça; estamos aqui para ajudar, para melhorar o negócio e que pretendemos avançar com passos curtos, mas firmes.

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