Suzuki Vitara – a leveza na condução dos negócios

by on 11 Junho, 2019 in Ensaios / Assessment

Suzuki Vitara – a leveza na condução dos negócios

Ana Luisa Costa, uma das administradoras da Coperol SA, realizou o assessment do novo Suzuki Vitara, a convite da Revista Automotive.

“É a primeira vez que conduzo um carro da gama Suzuki. Enquanto viatura de trabalho tenho utilizado na nossa empresa as versões “carrinha”, embora agora esteja atenta à tendência de uma maior procura por modelos SUV/Crossover, por isso este Vitara chega às minhas mãos, no momento certo. Vejo os SUV como carros mais seguros, espaçosos e desenvolvidos para proporcionar algo mais na condução das pessoas.

Tenho em uso um carro de fabrico alemão, mas de resto, não sou muito ligada às identidades ou origens das marcas automóveis. O que valorizo numa viatura é o seu interior e a disponibilidade tecnológica. E é nesse ponto onde as marcas premium pecam por alguma escassez, ou seja, consideram a tecnologia como um extra nos seus modelos. O preço dos carros premium começa por ser acessível numa versão “despida” de tecnologia, e se quisermos algo mais neste domínio, os custos tornam-se logo elevados.

Interiores

A primeira coisa que notei neste Vitara foi o espaço da sua bagageira, que é volumoso, não tem pneu sobressalente, fator que aumenta ainda mais o espaço útil de carga. O seu interior é simples, mas sem ser “apagado”. Tem tudo o que é preciso para uma condução segura, e os comandos estão todos próximos, com fácil alcance do condutor. O relógio analógico é um detalhe que dispenso, mas acredito que os amantes do “vintage” devam gostar por uma questão do visual old fashion.

A ignição é keyless e valorizo a função de abrir o carro sem precisar de premir o botão da chave, bastando aproximá-la da viatura. É muito útil, principalmente em dias de chuva como este em que estamos a realizar este assessment do Vitara.  No nosso dia-a-dia, este sistema evita perdermos tempo à procura das chaves, por exemplo, dentro da bolsa. São estas praticidades que fazem a diferença no nosso quotidiano.

Em condução

Gosto de conduzir, tenho aquilo a que se chama o prazer na condução. O meu percurso casa-trabalho é curto, cerca de 15 minutos e, aos fins-de-semana, acaba por ser o meu marido a conduzir o nosso carro, nas viagens que realizamos em família. Entretanto, sempre gostei de conduzir e de poder experimentar carros de diversos modelos.

Prefiro as viaturas que ainda estejam equipadas com caixas de velocidade manual, embora já estou naquela fase da vida em que todos me dizem que um carro equipado com caixa automática é mais prático de se conduzir, pelo que provavelmente o meu próximo automóvel deverá ter caixa automática. Gosto do escalonamento deste caixa manual de 6 velocidades, porque além de ser bastante precisa nas mudanças, o manuseamento é muito suave, e não compromete o desempenho do motor.

Estar a realizar este assessment sob um dia chuvoso como este, fez-me valorizar dois aspetos deste Vitara. O primeiro é que fiquei surpresa com a rapidez com que o ar condicionado desembaciou os vidros, principalmente os laterais. Normalmente os carros demoram muito tempo a desembaciar o para-brisas e os vidros laterais e isso atrapalha a visibilidade da condução em dias chuvosos. O segundo aspeto foi o assistente de ângulo morto, que detetou um carro quando eu ia mudar de faixa, já que não o vi pelo facto de estar a chover muito, e a minha visibilidade estar de certa forma, reduzida. O sistema detetou e piscou uma luz no espelho retrovisor. Um alerta importante, que evita possíveis acidentes nas manobras.

Outro equipamento bastante útil deste Suzuki Vitara é o assistente de faixa lateral que, a meu ver, é surpreendente! Nunca tinha testado e o carro praticamente curva sozinho, tornando muito segura a sua utilização. Isto já tem muito de condução autónoma. Senti uma segurança completamente diferente, e não estava à espera de encontrar esta tecnologia num modelo deste segmento pois, geralmente, somente viaturas de um segmento superior é que dispõem deste sistema.

O reconhecimento dos sinais de trânsito também é uma tecnologia prática, porque nos mantêm sempre informados da velocidade máxima da estrada e das alterações das sinaléticas de trânsito, quando circulamos em trajetos urbanos. Quanto ao cruise control, é algo que não utilizo com grande frequência. Prefiro antes sentir que tenho sempre o controlo do carro no acelerador, e assim adaptar a minha condução ao andamento e às variações do trânsito.

No entanto, é óbvio que quando nos habituamos às vantagens da tecnologia, queremos continuar a desfrutar do conforto e da segurança que ela nos dá. Gosto do facto do ecrã ser tátil, e da possibilidade de conecção com o smartphone, principalmente o uso dos aplicativos. Os comandos disponíveis no volante são práticos, de toque preciso e não estão “sobrelotados”. São fáceis de usar. Notei que os bancos dianteiros são aquecidos o que é um verdadeiro mimo para os dias de inverno.

Relação com o condutor

Entendo que os carros podem dispor de muita tecnologia, bastante espaço, um bom visual, mas se não possibilitarem uma boa condução ficam logo de fora da minha escolha. Tenho de me sentir bem a conduzi-lo, e este modelo Vitara tem uma condução bastante leve e agradável, tal e qual como eu gosto.

O aspeto que mais apreciei foi da condução desta viatura, em piso de terra. Fiz um percurso que um carro “normal” não conseguiria fazer, e este Vitara conseguiu fazê-lo com muito à-vontade. O que mais me surpreendeu pela positiva foi a suavidade da condução em piso de terra, e o facto de ele aguentar “tudo e mais alguma coisa” no percurso. À partida, parecia ser um carro frágil, talvez pelo visual ser mais jovial.  Mas quando o conduzi em terra, com um pouco mais de dinâmica, percebi que é um modelo bem robusto, sem nunca perder o conforto e o prazer da condução.

Ainda na terra, a tração às quatro rodas permite dispormos de bastante estabilidade, e mesmo quando curvamos com uma velocidade mais acentuada, nunca perdemos tração. Senti segurança na condução fora de estrada. Nas manobras mais apertadas, a câmara de filmar traseira apresentou uma boa definição e os sensores de estacionamento ajudam na manobra, sobretudo em espaços mais reduzidos. Muitos equipamentos, e excelente funcionalidade.

Conclusões

A Suzuki era uma marca que, à partida, não estaria em linha de conta para a nossa frota apesar do Vitara ser um modelo conhecido no mercado nacional. Depois deste teste, mudei completamente a minha visão sobre o atual posicionamento do Suzuki e da evolução do Vitara.

O facto de o carro ter um preço mais acessível do que algumas marcas premium, não impede que este modelo tenha menos tecnologia, muito pelo contrário. Pelo preço indicativo deste modelo, diria que este Vitara tem uma boa relação qualidade-preço-equipamento. Por todo o equipamento que disponibiliza, é útil, de fácil utilização, e contribui para a segurança, conforto e prazer de quem o conduz.

Resumo o Vitara como um carro descontraído, com um visual agradável, sem grandes formalidades, bastante flexível e com fiabilidade. Também revejo a nossa empresa Coperol nesta descrição, visto que a nossa abordagem ao mercado das peças para veículos pesados é baseada numa história com mais de 30 anos, de muito trabalho.

Hoje, contamos com uma clientela diversificada e que procura os nossos serviços na nossa rede de lojas, pois sabem que vão encontrar a peça, o acessório ou o equipamento de que necessitam, sem grandes demoras. Também sabem que irão encontrar uma equipa de profissionais flexível, ágil e eficiente. Esta é uma das muitas formas que utilizamos para fidelizarmos e para conquistarmos novos clientes, sem nos excedermos em grandes formalidades.

Fiquei muito agradada com o convite que a Revista Automotive me endereçou e por ter possibilitado um contacto tão completo e dinâmico com uma marca que desconhecia, através de um modelo que nunca testei e que se revelou uma boa surpresa. O Vitara é um carro com uma grande amplitude de utilização, livre de preconceitos, dispondo de equipamentos, agilidade e de um conforto que me surpreendeu em todas as condições de piso”, destacou Ana Luisa Costa.

 

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