Alpine 110S – uma máquina de fazer sorrisos

by on 30 Setembro, 2020 in Ensaios / Assessment

Alpine 110S – uma máquina de fazer sorrisos

Com um grande passado de sucesso no desporto motorizado, a Alpine (marca do Grupo Renault) ainda é pouco conhecida das novas gerações, mas isso está para mudar. Pois a equipa da Renault na Fórmula 1 irá denominar-se Alpine F1 Team, já a partir de 2021.

Assumindo cada vez mais importância no ambiente desportivo da Renault, a marca Alpine lançou a versão “S” do seu icónico modelo A110. Este “S” só poderia ser de sport, como se ainda faltasse algo de desportivo a acrescentar ao modelo A110.

Para realizar este assessement, convidámos Duarte de Bragança Bruschy, médico dentista, a trabalhar numa clínica dentária de elevada reputação em Lisboa, onde o ambiente conjuga, de forma harmoniosa e segura, uma decoração posicionada entre o clássico e o moderno.

“A perceção estética de um local, depende muito da disposição com que as pessoas chegam ao nosso espaço de trabalho. Já tratei de diversos pacientes que manifestaram um grande entusiasmo pelas imagens que decoram os nossos gabinetes, bem como com outros pacientes que consideraram estas mesmas imagens, demasiado “tristes”.

A nossa área médico-dentária, tem muito de psicológico. Creio que o mesmo acontece com os automóveis, onde existe uma componente prática, ligada à sua utilização, mas também uma grande componente emotiva, associada à sua imagem, estilo e conceção.

Entre a ciência e a arte

Entrei para medicina dentária porque é uma área que conjuga várias componentes que aprecio: a saúde, a ciência e a arte (no sentido estético). Nós, profissionais médico-dentários, praticamente desenhamos os sorrisos das pessoas, mas sempre com uma base científica muito forte.

Depois de muitos anos de estudos, e assim que me formei em medicina dentária, tive a sorte e o privilégio de ir trabalhar com o Professor Doutor Gil Alcoforado, uma grande referência em termos de medicina dentária em Portugal. É muito importante ter alguém como ele por perto, porque dispõe de um currículo ímpar e uma experiência sem igual no nosso país, sendo igualmente reconhecido no estrangeiro.

Não tinha nenhuma opinião formada sobre o modelo Alpine, mas logo ao primeiro olhar, senti que é como um paciente ir ao dentista. Por fora, a imagem deste A110S assusta um pouco. Mas assim que sentamos na cadeira (aqui no caso, no banco do condutor), apercebemos que não vai ser tão agressivo quanto pensávamos, e que iremos sair garantidamente com um bom sorriso, estampado na nossa cara.

Como tenho quase dois metros de altura, sei que por regra, os bancos desportivos não combinam com a minha elevada estatura: são muito reduzidos, duros e têm apoios lombares que me pressionam a ponto de irritar. Contudo, ao assumir o posto de condução deste Alpine, experienciei uma nova sensação, pois o banco está muito bem desenhado e ajustou-se na perfeição à minha medida.

O interior deste carro é deslumbrante. Tem inúmeros pormenores únicos de um carro com estas características, entre materiais, acabamentos e botões que normalmente não encontramos em outros automóveis. A posição de condução é ótima, e esta muito bem dimensionada à silhueta desportiva do Alpine. Apesar ser muito baixo, o interior tem o seu espaço, e não transmite nenhuma sensação de claustrofobia para os iniciantes na condução deste modelo.

Em estrada

Mas a melhor sensação que tenho é quando começo a conduzi-lo. Em velocidades baixas percebo que se comporta como um carro normal, não sendo nada agressivo como aparenta por fora. Contudo, o barulho do seu motor é o que assusta mais nos primeiros quilómetros, pois sinto a vibração e pulsar do motor, que está posicionado mesmo atrás do meu banco.

No modo “normal” a caixa automática faz todo o trabalho e o Alpine quase que desliza na estrada, com grande suavidade e conforto. Estamos a percorrer uma estrada nacional a cerca de 90km/h e a caixa está posicionada na 7ª velocidade. Apesar de estar numa mudança mais alta, sinto que o motor faz poucas rotações e isso ajuda a diminuir bastante o ruido, diminuindo aquele ímpeto para conduzirmos mais rápido. Desta forma, consume menos e cumprimos os limites de velocidade.

Quando passamos para o modo “speed”, a coisa muda de figura. Todo o carro fica muito mais responsivo. Ao pisar com mais força no acelerador, noto que a rotação do motor sobe rapidamente até às 8000RPM. Já quando reduzimos as mudanças da caixa, o motor emite uns “rateres”, o que chama muito a atenção de todos que estão à nossa volta. A condução mais desportiva é quase viciante, mesmo para um principiante neste carro, como é o meu caso.

Ao conduzir este carro, começo a pensar que o trajeto que faço do trabalho para casa parece ser demasiado curto, e que deveria fazer um “circuito” mais longo até chegar ao meu local de trabalho. E na volta, tenho a mesma impressão. O prazer da sua condução faz com que queiramos percorrer mais e mais quilómetros de estrada.  Consigo até imaginar a conduzir este Alpine todos os dias, e a cronometrar o meu trajeto de casa-trabalho-casa, utilizando o cronómetro posicionado no ecrã central.

Com esta primeira experiência de condução, notei que o carro é muito leve, o motor muito potente e o chassi, desenvolvido para corridas, é bastante firme e seguro nas curvas, transmitindo uma sensação única e que nenhum outro carro me proporcionou até hoje.

É preciso destreza

A medicina dentária é uma área da saúde onde, para além da paixão é preciso ter “mãos”. Trabalhamos num espaço muito reduzido que é a boca dos nossos pacientes. Além do conhecimento, a nossa atividade requer muita destreza. Tal como este Alpine, onde já precisamos de ter umas boas “mãos”, para o conduzir em estradas que muitas vezes se tornam pequenas, com o aumentar da velocidade.

Profissionalmente, procuro analisar com toda a atenção os exames dos pacientes, interesso-me pela patologia. Fazendo o paralelismo com este carro, percebi que também é possível visualizarmos, no ecrã central, a “radiografia” do motor em tempo real. Ou seja, o binário, a potência, a pressão do turbo, a temperatura do óleo, a temperatura da admissão, entre outras informações que me fazem sentir quase ao volante de um (…)”

Leia o artigo completo na edição impressa da Revista Automotive

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