Jeep Renegade – quando a estética se traduz em ação

by on 18 Maio, 2020 in Ensaios / Assessment, Frotas

Jeep Renegade – quando a estética se traduz em ação

Se a estética ainda é um dos principais argumentos de diferenciação e seleção num automóvel, este Jeep Renegade já tem meio caminho andado para ser um sucesso de vendas. O aspeto robusto e até algo retro que não esconde a inspiração nos modelos do passado (a icónica grelha e os faróis redondos são bons exemplos) parece ter o dom de agradar a gregos e troianos, apelando tanto a jovens (de idade ou de espírito) como a senhoras.

Os preços de venda convidativos completam o atrativo pacote, já que é possível adquirir um Renegade a partir de 21 800€. Obviamente que, por este valor, estamos a falar de um nível de equipamento de acesso (Sport) e do despachado, mas pequeno, motor 1.0 Turbo (a gasolina) de 120 cv. E, se optar pela campanha de financiamento, o Renegade fica por 17 500€, com uma renda mensal (96 meses) de 186€ e uma prestação final de 5253€.

Para quem possa abrir ligeiramente mais os cordões à bolsa, a Jeep tem no catálogo uma outra variante a gasolina com 150 cv (32 184€ no nível de topo S) e, acima de tudo, refinada e que, curiosamente, nem sequer gasta muito mais numa utilização normal. Foi esta versão 1.3 turbo que ensaiámos e que nos deixou convencidos.

Para começar, ao trocar a arquitetura de três cilindros do seu irmão mais novo por um “convencional” quatro cilindros, o Jeep Renegade fica incomparavelmente mais suave, tanto na entrega ao longo de uma alargada faixa de regimes como na ausência quase total de ruído e vibrações. Depois, o maior nível de potência e binário, aliados à caixa automática de seis velocidades, tornam a condução ainda mais entusiasmante.

Este nível de equipamento “S” de pendor mais desportivo e com uma generosa dotação de série, belisca ligeiramente o conforto (jantes de 19”), mas o que se ganha em comportamento compensa bem o “esforço”.

No meio de tudo isto, um consumo médio na casa dos 8 l/100 km não parece descabido tendo em conta o tipo de transmissão, a maior potência do 1.3 Turbo, a maior altura ao solo do Renegade e o desenho, que não foi concebido para uma apurada eficácia aerodinâmica, mas antes para despertar paixões.

Por: Rui Reis     Texto: Redação

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