Recauchutagem Seiça – tradição na valorização dos pneus

by on 11 Agosto, 2016 in Pós-Venda

Recauchutagem Seiça – tradição na valorização dos pneus

Fomos conhecer a Recauchutagem Seiça onde Joaquim Seiça, administrador, conta-nos acerca da valorização do pneu usado através do processo de recauchutagem, bem como as soluções para gestão de pneus nas frotas.

Produção

“O processo produtivo do pneu recauchutado começa com a receção das carcaças que podem ser dos nossos clientes ou podemos nós comprar carcaças no mercado. São inspecionadas visualmente, sendo que os pneus para camião e autocarro nas medidas de jante de 17,5 até 22,5 polegadas são submetidos a inspeção por xerografia. Aquelas que são consideradas aptas vão para o processo de raspagem caso contrário são descartadas e recolhidas através de dois operadores da Valorpneu, a NaturezaVerde e a EcoMais.

Sendo aprovados, as carcaças vão para um processo de raspagem, e depois são divididas em duas linhas consoante aquilo que os clientes pretendam: recauchutagem a molde ou a frio. As que seguem para recauchutagem a frio vão ter aplicação de matéria-prima e vulcanização; a carcaça que vai para recauchutagem a molde tem as mesmas etapas mas feitas em equipamentos diferentes e utilizando compostos diferentes.

Recauchutagem a frio e a molde

A recauchutagem a molde recorre à utilização de de prensas, onde os parâmetros do processo são a temperatura, de 1450 C; pressão, entre 13 e 17 bar; tempo que vai dos 45min até às 5horas dependendo do modelo.

Os pneus recauchutados a frio são colocados em envelopes exteriores e interiores. processo esse que envolve temperatura (cerca de 115ºC), pressão (cerca de 5bar) e tempo que pode variam entre as 4 e 4h30min.

Depois do processo de recauchutagem os pneus passam todos por uma inspeção final onde são feitos os acabamentos.

Passando a inspeção, ficam prontos a serem expedidos. Temos frota própria, cerca de 8 viaturas entre camiões e furgões que fazemos a distribuição dos pneus por Portugal. A maior parte do que produzimos é para o mercado nacional, sendo a exportação pouco expressiva. A comercialização dos pneus Seiça temos agentes que distribuem os nossos produtos e fazem o acompanhamento dos clientes, apesar de trabalharmos também diretamente com algumas frotas.

Pelo facto de trabalharmos frotas temos uma experiencia alargada que nos permite um conhecimento muito válido no sector, sendo uma mais-valia para quem queira começar a trabalhar connosco. Poderemos assim aconselhar qual a melhor opção em termos de pisos e gestão dos pneus que rentabilize ao máximo o custo por quilómetro, consoante a tipologia da sua frota que é sempre vista como um caso único.

Experiência no sector

O meu avô já trabalhava com recauchutagem e com a denominação Recauchutagem Seiça a empresa existe desde 1949, cujos sócios foram o meu avô (Seiça) e o sr. Arnaldo Tavares. Estas já são as terceiras instalações fabris da empresa onde nos mudamos por volta de 1972, sempre dedicados à recauchutagem de pneus para veículos ligeiros, comerciais, autocarros, camiões, agrícola, engenharia civil e florestal.

Desde o início que sabemos que a qualidade de um pneu recauchutado está nos processos, nos pisos e nas matérias-primas. Nos pisos temos a qualidade assegurada pela EIB que fornece-nos grande parte dos nossos pisos, sendo que também somos fornecidos pela Continental. Com a EIB temos a facilidade de podermos realizar compostos à medida das características dos nossos clientes.

Mercado e pressões

O mercado dos recauchutados já foi maior e com os pneus chineses houve uma diminuição. No entanto os transportadores que estão atentos à gestão de pneus da sua frota sabem que o custo por quilómetro de um pneu recauchutado de qualidade, é inferior ao de um pneu chinês. Interessante que quando estive em Shangai notei que os autocarros utilizam pneus recauchutados de uma marca Ocidental e não usavam os pneus chineses…

Houve um estudo da ANIRP realizado pela Universidade do Minho, onde, dos pneus recolhidos nas autoestradas por rebentamento 55% eram pneus novos e 45% eram recauchutados. Pela experiência que temos conseguimos confirmar esses valores, que em grande parte estão associados a uma pressão deficiente quer por furo ou outro fator externo que vai gerar o rebentamento.

As novas tecnologias TPMS e gestão de pressões de pneus nos automóveis pesados é para nós uma ótima tendência e esperamos que a adesão seja generalizada. Assim que o pneu começar a perder ar o motorista saberá logo e tomará as devidas providências, evitando a maior parte dos rebentamentos dos pneus , bem como conseguirão otimizar a quilometragem dos pneus. Vai ser muito benéfico para os pneus recauchutados porque a maior parte dos problemas deixará de existir. Existem várias soluções no mercado e vale a pena o investimento, é uma tecnologia muito bem-vinda. Recauchutados de topo

A NEW MIX é a nossa gama de topo de pneus recauchutados no que diz respeito à maximização da quilometragem, para as várias posições de tração, direção e reboque; e para várias utilizações: urbano, regional, nacional e internacional; tanto para camião como para autocarro.

Os pisos para cada posição variam ligeiramente mas o que os diferencia é o composto, ou seja a NEW MIX é uma gama de compostos feita para maximizar os quilómetros. A fórmula para esta gama foi desenvolvida em Portugal numa parceria com a EIB.

Para os pneus NEW MIX só utilizamos carcaças premium. A gama NEW MIX tem cerca de 5 anos por isso já foi amplamente testada e com provas dadas no mercado e com feedback muito bom por parte dos frotistas.

Com esta gama também conseguimos reesculturar o pneu, ou seja, conseguir ainda mais quilometragem através da ressulcagem do pneu, dentro dos parâmetros de segurança e qualidade da Seiça. Além da gama NEW MIX que é o nosso topo, temos também a gama standard e a gama budget.

Frotas – comercialização por quilometragem

Temos uma tipologia de comercialização com as frotas onde cobramos por quilometragem e não por pneus. A frota transmite a responsabilidade da gestão dos pneus para nós, ou seja no final do mês consoante a quilometragem que se faça, pagam-nos o valor quilometro acordado. A maior parte da frota que trabalhamos é de autocarros e pesados de mercadorias, para transporte urbano, nacional e internacional.

Temos várias empresas de norte a sul de Portugal, umas diretamente como é o caso da Barraqueiro, outras através de parcerias como é o caso dos STCP no Porto.

Trabalhar por quilometragem significa que tanto a frota como o fornecedor de pneus estão alinhados no mesmo objetivo que é a maximização dos quilómetros por pneu. Todos querem que o pneu tenha o maior e melhor rendimento possível”.

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