Mercedes-Benz com frota de 10 táxis a hidrogénio em Berlim
A Mercedes-Benz já realizou mais de 160 mil quilómetros de rodagem, com uma frota de automóveis movidos a hidrogénio em Berlim.
Na procura de fontes alternativas para o transporte rodoviário, o hidrogénio oferece-se como um dos combustíveis mais prometedores. A matéria básica para a sua produção é a água, a qual é decomposta em hidrogénio e oxigénio por meio de eletrólise sob força de energia primária.
O hidrogénio pode ser utilizado universalmente, protege o ambiente e permite uma transição contínua entre os veículos movidos a energia convencional e os que adotem a nova fonte de energia.
Pesquisas levadas a efeito durante anos pela Mercedes-Benz (Daimler), sobre a armazenagem de hidrogénio em hidretos metálicos e o uso de hidrogénio em motores de pistão, bem como os resultados obtidos com vários veículos de testes, formaram a base inicial para a instalação em Berlim de uma frota experimental de dez veículos, que estão em atividade desde outubro.
Por ocasião da 6ª Conferência Mundial sobre o Hidrogénio como fonte de energia, realizada recentemente em Viena, a Mercedes-Benz apresentou os resultados provisórios da primeira experiência feita nesse sentido com automóveis e veículos comerciais que já rodaram mais de 160 mil quilómetros nas mãos de clientes.
Esclarecimentos
Os parágrafos anteriores foram publicados a 16 de fevereiro de 1987, num caderno regular dedicado à indústria automóvel, denominado “O Rodoviário” publicado no jornal Brasileiro “A Gazeta Esportiva”, à época o maior jornal desportivo do Brasil, propriedade da Fundação Casper Líbero. Reproduzimos aqui a imagem do artigo.
A data de implementação dos táxis, que iniciaram a atividade em Berlim foi em outubro de 1984. Provavelmente o leitor teria como certo que os testes são recentes. Mas não.
Em 1984 as grandes empresas automóveis (como a Mercedes-Benz) reuniam milhares de quilómetros em testes reais com automóveis movidos a hidrogénio. Em 1987 o mundo debatia em conferências a importância do hidrogénio. Vale a pena recordar o passado, porque talvez o que se denomina hoje de pioneirismo (não passa de desconhecimento histórico), já se testou, comprovou, efetivou e até foi publicado há cerca de 40 anos.
Ao consultar os arquivos da Mercedes-Benz, foi-nos possível consultar as informações e fotos originais do artigo de 1987 (aqui publicadas) e confirmar que o teste envolveu cinco modelos Mercedes-Benz 280 TE equipados com sistemas bi-combustível a gasolina-hidrogénio e cinco furgões modelo Mercedes-Benz 310 movidas a hidrogénio puro.
Confirma-se assim que as o tema já é antigo, mas, serve de isco para quem quer ser apanhado: um “bombom” que agrada as empresas (tem divulgação), as pessoas (crédulas da atualidade do tema) e os media (que tem os cliques desejados).
Em complementaridade, publicamos a foto principal com um táxi a diesel em San Diego, Califórnia (EUA), numa ação conjunta entre a Mercedes-Benz e a Bosch que realizaram um teste de um Classe S autónomo, em dezembro de 2019. Parece o Covid no início: só há testes!








